O poder da fidelidade. Você é fiel?…

Os programas de fidelidade também podem tornar-se um bom diferencial na hora de convencer o consumidor a comprar seu produto, aponta Danilo Vasconcelos,  Head de Planejamento Estratégico da Accentiv´ Brasil, em sua palestra no Seminário Marketing 360º.  O executivo até criou na hora um programa de fidelidade de brincadeira para exemplificar suas lições, incentivando a interação dos participantes com perguntas e respostas com a distribuição de pontos que davam ao final da palestra desde balas até um vale-presente de R$ 100 e um disparo gratuito de e-mail Marketing.

Tudo isso para mostrar que é preciso ser relevante para incentivar a participação dos consumidores e estar atento à concorrência e tendências do mercado para diferenciar seu programa. “O programa de fidelidade pode não apenas ser um diferencial importante na hora de gerar vendas, mas também levantar dados muito importantes sobre os consumidores ao exigir o cadastro e monitorar suas compras”, conta o executivo. Conhecendo o perfil do comprador, o que e quando ele compra determinados produtos, por exemplo, é possível alinhar ações e planejamento estratégico mais efetivamente.

É o caso de um supermercado que remodelou sua estratégia quando viu que o Walmart ia abrir uma unidade na vizinhança e que não poderia competir com preço: “O dono remodelou todo o sortimento de produtos com um posicionamento premium ao ver em sua base de dados que possuía muitos clientes com alto tíquete-médio”, explica Vasconcelos.

Mas nada adianta sem um incentivo ao consumidor. Para isso, vale desde prêmios em dinheiro ou bens e serviço, a até mesmo aplicativos que facilitem a vida do consumidor ou oportunidade de acesso a espaços VIPs. É preciso, no entanto, tomar cuidado para não realizar uma oferta muito agressiva sem se atentar nas outras variáveis que envolvem o produto. “Isso pode até dar resultado a curto prazo, mas fará o consumidor desistir de um determinado produto em um longo prazo”, explica.

Varejista inglês tomou a liderança com programa de fidelidade

Um dos cases citados pelo executivo é o da rede de supermercados inglesa Tesco. Ocupando o segundo lugar do mercado, a varejista virou o jogo em 1995 e tomou a liderança em apenas um mês, ultrapassando a ex-líder Sainsbury ao se diferenciar com um programa de pontos. Para superar o custo da operação, era necessário aumentar as vendas em 1,6%.

“A princípio, as vendas aumentaram em 4%, mas se estabilizaram em 2%. Foram 14 milhões de libras distribuídas em recompensa no primeiro trimestre do programa”, conta o Diretor. Até hoje, já foram mais de um bilhão de libras distribuídas. A base de dados conta com mais de 10 milhões de consumidores, no maior mailing contínuo do mundo, segundo Vasconcelos.

Ao elaborar um programa de fidelidade, é preciso estar atento a quatro tendências, na opinião do executivo: Web 2.0, Moda, Conteúdo e DBM.  Em Web 2.0, Vasconcelos fala da relação do consumidor com uma marca e o impacto que ele pode causar perante outros consumidores, que exigem cada vez mais participar e falar sobre os produtos que consome. Quanto à Moda, Danilo Vasconcelos não se limita ao mundo da costura, mas refere-se a busca dos consumidores por inovações e algo que o integre socialmente ou expresse sua personalidade.

O Conteúdo também é outro tópico importante, já que o alto volume de mensagens publicitárias que impactam o consumidor atualmente (cerca de 3 mil por dia) acaba aumentando a superficialidade e desconfiança dos consumidores. É preciso, portanto, ser relevante para atrair a atenção do consumidor. Já o DBM destaca-se por realizar ações de Marketing consistentes segundo as informações contidas no data base formado pelos programas de fidelidade. “Os programas já estão se tornando comodities, está todo mundo fazendo um. Quem seguir essas tendências irá alcançar relevância e diferenciação e se destacará em relação aos demais”, ressalta o Head de Planejamento.

Fonte: Mundo do Marketing

Crescimento. Pequeno. Mas crescimento…

O ritmo de crescimento do consumo das famílias entre janeiro e março desse ano apresentou desaceleração em relação ao mesmo trimestre do ano passado, ficando em 1,3%. Nos últimos três meses de 2008, a taxa de consumo dos brasileiros havia crescido 2,2% ante o último trimestre de 2007. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e compõem o Produto Interno Bruto ( PIB) do primeiro trimestre de 2009, que registrou queda de 1,8% em relação ao crescimento da economia no primeiro trimestre de 2008. Apesar da desaceleração, o consumo das famílias brasileiras ajudou na formação do PIB, impactando positivamente o resultado pelo lado da demanda. O crescimento de 1,3% é o 22º consecutivo na comparação anual. De acordo com a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis um dos fatores que influenciaram o consumo foi o aumento da massa salarial, embora esta também tenha reduzido o ritmo de crescimento de 7,6% no quarto trimestre de 2008 em relação ao mesmo período do ano anterior, para 5,2%. “Analisando a série, observamos uma queda [do consumo das famílias] no quarto trimestre de 2008 em relação ao terceiro. Agora, observamos um aumento em relação ao último trimestre do ano passado”, avaliou. “Percebe-se a continuidade do crescimento da massa salarial real, o que dá uma sustentabilidade ao consumo das famílias”, explica. Favorecida pelo aumento da massa salarial e da oferta de crédito para pessoas físicas, segundo o IBGE, o consumo das famílias acumula crescimento de 4,1% nos últimos doze meses. Fonte: Agência Brasil
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