Os consumidores apresentam maior afinidade com marcas dos segmentos de bens duráveis e consumo e que expressam a brasilidade em sua identidade. Essa é uma das conclusões do Índice de Conexão Humana das Marcas (ICHM), lançado pela consultoria de marca Sart Dreamaker e agora em primeira mão pelo Mundo do Marketing. A nova pesquisa, que será atualizada anualmente pela agência, busca descobrir o poder de influência de uma marca sobre o consumidor.
O índice partiu inicialmente de uma base de 500 marcas que, após uma pré-seleção, diminui para 80 que foram pesquisadas. Cinco delas ficaram de fora por motivos técnicos no decorrer da pesquisa de campo (como o Banco Real, que foi incorporado ao Grupo Santander).
No resultado final, a Coca-Cola lidera a lista, com 82,5 pontos (em uma escala que vai até 100), seguida por Nestlé (77,5), Sadia (75,1), Natura (73,5) e Rede Globo (72,7). Para a agência, a liderança ocupada pela marca de refrigerantes não é nenhuma surpresa. “É uma confirmação, já que a Coca-Cola sempre aparece no topo em listas de lembrança e afinidade com marcas, tanto que aparece com vantagem considerável em relação ao segundo colocado”, explica Gian Rocchiccioli (foto), CEO da Sart Dreamaker, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Para Sadia, boa distribuição e pós-venda explica seu bom resultado
A Sadia, terceira colocada no ranking, credita o sucesso ao cuidado com o consumidor em toda a sua cadeia produtiva. “Além disto, a marca sempre esteve presente na vida do consumidor, graças ao eficiente trabalho das equipes que fazem o produto chegar a mais de 100 mil pontos de venda, sem contar o ótimo trabalho pós-venda, que inclui o primeiro Serviço de Informação ao Consumidor do setor de alimentos no Brasil, criado em 1982, nove anos antes da vigência do Código Nacional de Defesa do Consumidor”, conta Eduardo Bernstein, Diretor de Marketing da Sadia.
Mesmo orgulhosa do resultado, a marca de alimentos não pretende frear os seus investimentos para agradar o consumidor. A empresa encerrou o ano passado com o maior volume de investimentos já realizado pela companhia: R$ 1,8 bilhão. O montante proporcionará à Sadia uma capacidade produtiva suficiente para sustentar um crescimento em até dois anos sem a necessidade de novos aportes.
Segundo a Sart Dreamker, a lista traz algumas surpresas, como a boa posição de marcas de cosméticos – com Natura em quarto e Boticário em nono – e de comunicação – com a Rede Globo em quinto e Editora Abril em 17º. Havia uma expectativa do estudo de que as marcas de alimentos e bebidas apresentariam os melhores resultados, mas apenas seis marcas do setor aparecem entre as 20 melhores.
Cervejas derrubaram média de segmento de alimentos e bebidas
O segmento alimentício até teria a melhor média, não fosse a inclusão de marcas de cervejas. “Existe uma relação de prazer muito intensa [entre as marcas de cerveja], mas há também uma forte sensação de medo nessa relação”, explica o executivo. Quem acabou apresentando a melhor média foram as marcas do segmento de Bens Duráveis e de Consumo, com 62,4 pontos, seguido de Alimentos e bebidas (59,8) e Automobilístico e Transportes (55,7).
Outra descoberta da lista é a maior aceitação de marcas que expressam a brasilidade em sua identidade. Isso explica a boa posição da Natura em quarto, assim como da Petrobras em vigésimo terceiro, mesmo com a estatal fazendo parte do segmento com a menor média (47,8), o que já era esperado por serem marcas com pouco ou nenhum produto destinado ao consumidor final. O Banco do Brasil lidera pelo mesmo motivo no setor financeiro. No geral, as marcas nacionais e internacionais têm uma presença aproximada na lista, com as brasileiras ocupando 54,6% do total.
Apple ficou em 74º lugar
A busca de uma conexão humana entre os mais variados perfis de consumidores explica a posição da Apple, uma das marcas mais valorizadas e conceituadas no mundo, em 74º, com 41,8 pontos. A base de 3.285 pessoas pesquisadas busca refletir um microcosmo da população brasileira, de acordo com dados do IBGE.
Mas isso não deixa de ser um bom resultado, na opinião de Gian Rocchiccioli, levando-se em conta que a base inicial era de 500 marcas e que o histórico no Brasil é bem recente. “Havia pessoas que nem conheciam a Apple. Talvez se separasse apenas a classe A, a marca estivesse entre as dez primeiras. A pesquisa também considera todas aquelas acima dos 40 pontos como muito boas”, explica ao site.
Atitude do consumidor pode não corresponder sua fala
O processo de pesquisa mesclou métodos quantitativos com qualitativos, com 3.285 pessoas respondendo a entrevistas de 40 minutos de duração em média em todas as regiões do país. Foram levados em conta 34 quesitos, divididos em quatro grupos: Atenção, Relevância, Significado e Confiança, permitindo a avaliação de critérios que antes apenas era possível no “feeling”.
“Foi quase como uma análise médica. O médico nunca pergunta o que o paciente tem, mas faz perguntas para tentar confirmar aquilo que ele pré-concebe. Nós não fazíamos perguntas diretamente para saber o que queríamos” diz o CEO da Sart Dreamaker.
Na opinião dele, isso explica porque a imagem que os consumidores tinham de uma marca – onde eles davam uma nota – não necessariamente significava sua “conexão humana” com ela. Ou porque os consumidores podem até dizer adorar uma marca, mas compram a do concorrente, em uma atitude que a agência julga como inconsciente, e influenciada por diversos fatores, como sociedade, estado emocional e idade.
Para conseguir uma melhor conexão humana com o consumidor, Gian Rocchiccioli aconselha que é preciso não apenas ouvir os seus consumidores, mas os da concorrência, além de observar o que os seus competidores estão fazendo. “O melhor celular do mercado perdeu o sentido depois do iPhone. Culpa do Diretor de Marketing? Não! Ele fazia algo muito bom até alguém lançar um produto inovador, extraordinário. Nem sempre um produto não dá certo por ter sido desenhado a estratégia errada. Há influência das outras marcas na sua.”, complementa.
Fonte: Mundo do Marketing
Marcas Globais, Clientes Locais.
Bem, como alguns leitores já sabem, o motivo do blog ter andado lento foi a finalização de um projeto que em breve colocarei aqui, mais o projeto do site da Resolve! que também está prestes a ficar pronto e, para omplicar muito, uma fratura na mão direita (base do quinto metatarso) que me afastou da vida online – digitar é uma tortura, e usar a mão esquerda… não tenho esse talento! rs
Agora depois de colocados os devidos pinos, devo retormar o ritmo para a proxima semana.
Hoje, com a ajuda dedicada da esposa, coloco algumas coisas que estavam separadas e libero artigos no meu reader partilhado. Aconselho que conheçam, pois muita coisa vem direto de lá.
Vou agrupar nesse post, dois artigos do Marinho, falando sobre as Palestras da Millward Brown em São Paulo, no final de abril, quando da apresentação do ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo. BrandZ.
Boa Leitura!!
Marcas globais precisam adaptar-se aos gostos locais, segundo a Millward Brown
Na semana passada, a Millward Brown, empresa de pesquisa especializada nas áreas de marketing, comunicação e publicidade, reuniu clientes, amigos e imprensa na Casa das Caldeiras, na Barra Funda, em São Paulo, para apresentar o seu ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo, constantes de um relatório chamado BrandZ. Na ocasião, Eileen Campbell, CEO da MB fez também uma palestra sobre a nova realidade das marcas globais – na sua opinião, ganham aquelas marcas que melhor souberem mesclar o apelo global com o tempero local. A nota sobre o BrandZ eu dei na véspera, em primeira mão, no Blue Bus (leia aqui). Outras informações sobre o estudo e a palestra, você acompanha agora:
- Indivíduos conectados emocionalmente com uma marca possuem 10 vezes mais probabilidade de compra-la do que aqueles que só conhecem o nome
- Muito poucas marcas podem, de fato, ser consideradas globais – menos de 5% das marcas analisadas pela Millard Brown estavam presentes em 6 ou mais países
- Não é fácil obter sucesso com uma marca global. Em geral, as marcas globais listadas pela MB estavam presentes em 13 países. Mas, na média, são fortes em apenas 30% dos países onde estão localizadas. Tem mais – 35% dessas marcas globais são fortes em apenas um país ou em nenhum.
- As 10 marcas que melhor transcendem barreiras geográficas e culturais, pela ordem: Pampers, Google, Nokia, Colgate, Coca-Cola, Microsoft, Always, McDonald`s Visa e Nescafé.
- Integrar-se à cultura nacional é um importante motivador de intenção de compra tanto para marcas locais quanto para as globais. Mas isso leva tempo. Os países nos quais a Coca-Cola é mais reconhecida como parte da cultura nacional são também aqueles onde a marca está mais tempo presente. Curiosidade – por aqui, cerca de 65% dos consumidores acham que Coca faz parte da cultura brasileira. A propósito, o Brasil é um dos países que melhor aceitam marcas pertencentes a grupos estrangeiros.
- Desenvolver campanhas de publicidade globais também é um baita desafio. Apenas 1 em cada 10 campanhas testadas pela MB foram consideradas excelentes em seu país de origem e também pelos consumidores de outros países.
Ao final, Eileen Campbell resumiu 5 lições que as marcas globais devem colocar em prática para obter sucesso fora de casa:
1) Adaptar seus produtos e serviços aos gostos e necessidades locais
2) Atender à equação local de valor , por meio de suas estratégias de produto e preço
3) Garantir distribuição e adotar táticas mais agressivas no ponto de venda
4) Criar uma forte presença e uma identidade única
5) Aproximar-se o mais possível da cultura local
Comercial apresentado durante palestra de Eileen Campbell, da Millward Brown
Um dos exemplos apresentados por Eileen Campbell, em sua palestra sobre marcas globais com tempero local, foi o filme da Havaianas, no qual dois brasileiros que comentavam as mazelas nacionais passam a defender o país quando um argentino tenta entrar na conversa. Havaianas é uma marca associada com o orgulho de ser brasileiro.
Outro exemplo da palestra do Millward Brown sobre marcas
Outro filme mostrado por Eileen Campbell, da Millward Brown, na semana passada, durante sua palestra sobre marcas globais, foi um da série Happiness Factory, da Coca-Cola, em que os personagens falam um dialeto próprio, compreendido pelos consumidores dos 4 cantos do planeta.
Mais dados sobre o ranking das 100 marcas mais valiosas
Na segunda parte da sua apresentação da semana passada, Eileen Campbell, CEO da Millward Brown falou sobre o ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo. Alguns destaques:
- As 10 marcas que lideram o ranking, pela ordem: Google, Microsoft, Coca-Cola, IBM, McDonald’s, Apple, China Mobile, GE, Vodafone e Marlboro.
- As 10 marcas que mais ganharam valor em 2009, pela ordem: China Merchants Bank (+168%), Blackberry (+100%), Amazon.com (+85%), Wendy’s (+72%), AT&T (+67%), Aldi (+49%), Auchan (+48%), Vodafone (+45%), Johnnie Walker (+42%), Kronenbourg (+41%).
- 8 marcas do BRIC estão entre as 100 mais valiosas do mundo, sendo 5 chinesas, 3 russas e 1 brasileira, o Bradesco, que ficou em 98o lugar. Das 8 marcas, são 5 bancos e 3 operadores de telefonia celular.
- Como a crise mundial afetou o valor das marcas de serviços financeiros? Em 2009, 6 marcas financeiras sairam do Top 100 e 24 se mantiveram. Porém, 12 aumentaram o seu valor.
Fonte: Blog do Marinho
Vacê sabe o que é um planner?
Não…
Então, copiei e colei, sem piedade porque não tinha o que acrescentar nessa descrição “for dummies“..
Que raios um planner faz?
Cada literatura, cada região e país tem as peculiaridades da disciplina, talvez por isso a dificuldade de uma definição exata inclusive por parte dos profissionais.
O conceito clássico de planejamento é “o processo de guiar ou facilitar o processo de comunicação pela aplicação de conhecimento sobre o consumidor e o mercado”.
Na prática, porém, o papel de um profissional de planejamento vai muito além disso. Ele incorpora muitas funções, que podem variar do tipo de empresa, do perfil da agência, ou de outros fatores, o que o torna um profissional verdadeiramente multidisciplinar. Entre os papéis mais conhecidos, podemos citar:
* Pesquisador de mercado – Origem de muitos planejadores, é a também a espinha dorsal do trabalho. É preciso saber desenhar, conduzir, analisar e relatar pesquisas de forma objetiva.
* Analista de dados – O planejador assegura que todo dado relevante tenha sido analisado apropriadamente antes das decisões de marca. Isto abrange não apenas pré-testes, mas dados de vendas, tendências, demografia, etc. Significa enxergar a história por trás dos números, com senso comum, intuição e clareza de pensamento.
* Moderador de Grupos de Discussão Qualitativo – É onde o planejador se aproxima mais do target, vendo o mundo sob a sua ótica. Nesse papel, ele é ao mesmo tempo psicólogo e intérprete.
* Central de Informações – Conhecimento é pedra fundamental do planejamento. E saber onde procurar para descobrir coisas é chave. É uma das pontas mais visíveis do trabalho de planejamento, tangibilizando um trabalho tão subjetivo, e que agrega muito valor ao clientes.
* Antropólogo Social – Com o mundo mudando o tempo todo, é cada vez mais importante para pessoas criativas estarem em contato com a evolução das tendências culturais e sociais, para garantir relevância no que se faz e aplicar com velocidade o novo conhecimento.
* Voz do Consumidor – Uma definição clássica, mas ainda atual. Implica em garantir que a compreensão sobre o comportamento do consumidor seja trazida a todos os estágios do desenvolvimento da comunicação, pois nem sempre as pessoas que trabalham nos processos são do target envolvido.
* Pensador/Desenvolvedor de Estratégias – Quem enxerga o todo é quem tem condições de formatar as linhas estratégicas. Assim, o planejamento pode criar estratégias para amarrar com as intenções gerais do cliente e orientar todo o esforço de marca, deixando todos conscientes das questões-chave e determinando o papel da comunicação para aquela situação em análise.
* Planejador de Mídia e de Comunicação – A integração das mídias tem sido a estratégia de crescimento de muitas agências, e é cada vez mais importante o planejador entender o papel estratégico e a eficácia das diferentes mídias, por target e categoria, para utilizá-las no atingimento dos objetivos de marca.
* Consultor no Desenvolvimento de Novos Produtos – Estar presente ao nascimento de um novo produto ou serviço, participando do posicionamento, da criação de nome, da testagem e do lançamento, é uma das experiências mais interessantes e agregadoras para um planejador.
Mas há muito mais. Os planejadores também precisam ser adivinhos, ver o que ainda ninguém viu. Precisam ser polemistas, pois do pensamento original nascem grandes idéias. Precisam escrever briefings criativos, facilitar brainstorms, coordenar endomarketing nos clientes, organizar processos, desenvolver projetos…
E durante a execução de todos os papéis acima, ele sempre vai estar garimpando insights. Insights que vêm do consumidor, do mercado, da cultura do cliente, da concorrência, dos
valores da marca, em fim, de qualquer lugar. E que podem mudar o negócio do cliente.
Douglas Merighi
Fonte: douglasmerighi
Mais um da série: “repetir para fazer compreender”!!
Boa leitura!
Em épocas como a que vivemos hoje, de crise, muita especulação e incerteza, é muito comum que as empresas comecem a rever seu posicionamento estratégico ou mercadológico, seus investimentos e outros elementos inerentes.
Geralmente, todas essas ações são voltadas para a redução de custos; afinal, uma empresa que gasta menos tem condições de se manter viva durante uma fase de menor faturamento, re-equilibrando a margem positiva – ou no pior dos casos, fugindo da negativa – de seus negócios.
Mas não se desespere. Acredite, há uma luz no fim do túnel.
Mesmo em um cenário pessimista podemos perceber que determinados players conseguem manter seu crescimento e atingir novos patamares. Como? Vamos pensar na história infantil “Os três porquinhos”.
“Mais importante do que a casa de concreto do terceiro porquinho é proporcionar uma nova experiência ao lobo. Por que o lobo deve necessariamente comer o porquinho? Poderiam ser amigos? Neste caso, a casa poderia ser de palha?”
Por que as coisas devem ser feitas como sempre foram?
Inicialmente parecem perguntas absurdas. Porém, o principal componente do sucesso para algumas empresas hoje é exatamente esse. Elas perseguem o impensado.
Caminhamos para a era das novas experiências. Da última vez, deixei cinco dicas para ajudá-lo a buscar a inovação. Agora, vamos além.
É preciso fomentar a interação com seu público-alvo em outro nível. Uma interação impensada ou não totalmente explorada, mas que impactará diretamente nos anseios e desejos de seus clientes.
Para tornar mais concreto este discurso diante da necessidade real das empresas buscarem novas experiências, vamos usar alguns exemplos.
Há alguns poucos anos a indústria cinematográfica e a indústria fonográfica detinham as maiores fatias do bolo do mercado do entretenimento. Atualmente outra grande vertente vem crescendo bastante, o setor de videogames, enquanto os dois outros mercados despencam (caíram dois dígitos, em média, nos últimos cinco anos).
Há fatores negativos em comum – a pirataria atinge os três mercados em questão; os principais lançamentos estão na barraquinha de camelô mais próxima da sua casa ou no seu cliente P2P predileto tão logo saem do forno.
Por que então o mercado de jogos cresce nessa proporção? Os videogames se preocupam em gerar novas experiências. O Nintendo Wii é o maior expoente dessa corrente crescente. Ele criou um novo nível de interação, até então apenas imaginado pelos usuários. Este acabou por angariar milhões de novos usuários, que nunca se sentiram compelidos a jogar pelo formato convencional de joystick e agora são cativados por uma experiência mais fácil, intuitiva, divertida e principalmente, interativa.
Outro exemplo interessante é o poderoso Google. Em um passado não tão distante tínhamos uma série de plataformas que nos serviam em algumas das nossas necessidades “internéticas” básicas: Yahoo e Hotmail para serviço de e-mail, ICQ e o mIRC para mensagens instantâneas, Altavista/Cadê/Yahoo para buscas.
Hoje, todos esses serviços são providos, para boa parte das pessoas, pelo Google e os concorrentes acima ficaram relegados ao segundo lugar ou ao esquecimento.
Oitenta por cento das buscas do mundo são feitas pelo Google.com, quase todos nós temos um @GMail, conversamos diariamente com nossos amigos e colegas por meio do GTalk e nos relacionamos socialmente (no âmbito digital) por meio do Orkut. Por que, voluntariamente, migramos de todos os outros serviços para o big G?
Buscas. O Google criou um algoritmo de busca único, que realmente apresentava resultados relevantes e pertinentes em relação aos anseios dos usuários. O sistema vai muito além do que o usuário jamais havia imaginado, no que diz respeito ao acesso e à organização/disponibilização de conteúdos.
E-mail e mensagens instantâneas. Enquanto seu provedor bacana e/ou o Yahoo (por exemplo) ofereciam 50 Mb de espaço para você, surgiu o Gmail com o slogan “nunca mais apague suas mensagens” oferecendo impensados 1 GB. Ninguém, naquela época, imaginou como seria ter um e-mail com uma capacidade tão grande; os discos rígidos, caríssimos, chegavam a 20~40GB.
Chega de apagar as mensagens legais recebidas um mês atrás, agora o usuário poderia manter tudo e ainda poderia conversar com seus amigos por meio do navegador, sem a necessidade de instalar programas – bloqueados por 90% dos TIs do mundo.
Por fim, o melhor:
Ganhe dinheiro com a internet. O Google transformou o que até então era apenas entretenimento em uma nova maneira de ganhar a vida. Muitas pessoas gastavam horas gerando conteúdo para a internet sem receber um único centavo. O mais importante é que as pessoas não se engajaram somente pelo dinheiro, mas pela possibilidade de vivenciarem uma experiência única para muitos: se sustentarem fazendo o que lhes dava mais prazer. Apenas com mídia online o Google faturou aproximadamente US$ 25 bilhões em 2007.
O último exemplo é hoje o mais tangível: a vitória do candidato à presidência dos EUA, Barack Obama.
Muita gente entende que o senador Obama venceu as eleições porque usou bem a internet, porque tem carisma ou graças aos desmandos dos republicanos. São fatores que contribuíram, mas estão longe de terem sido, isoladamente, determinantes.
A internet, por exemplo, é “só” um meio de comunicação que, por mais que seja interativo, é apenas uma interface como a TV ou o rádio. A grande sacada do senador Obama – e de toda sua equipe – foi utilizar os meios de comunicação (principalmente os interativos, como internet e celular) para proporcionarem uma experiência nova e única aos eleitores americanos.
Como o povo sempre ficou alheio às decisões tomadas no Congresso dos EUA e na Casa Branca, o que o senador Obama fez foi utilizar esse sentimento de impotência para inverter o jogo. Ele criou a maior campanha de engajamento já vista e deu aos eleitores de todo o país a possibilidade de interação com o poder máximo de sua nação. Essa era a experiência impensada que todo americano sempre quis vivenciar.
A internet, os celulares e as várias outras iniciativas foram apenas o meio de atingir esse público. Depois de uma época de ostracismo, na qual apenas acatavam as decisões – muitas vezes controversas – de seus governantes, os eleitores ansiavam por essa abertura.
Diante disso, alguém – com carisma, força e balizado por uma série de erros do adversário – chega e oferece exatamente o que sempre sonharam – a chance de participar. Resultado: Barack Obama é o primeiro presidente negro dos EUA, vencendo as eleições cujo índice de comparecimento (lá o voto não é obrigatório, como no Brasil) foi o maior da história daquele país e por fim, fomentando a esperança de um mundo melhor em praticamente todos os países do globo.
Existem por aí muitos outros exemplos.
Acredite na força de uma nova experiência e no impacto que esta pode gerar em todos ao seu redor.
Já vivemos a era das novas experiências. Elas acontecem todo o tempo, em todos os lugares e com certeza moverão o mundo para a próxima etapa. Você e sua empresa estão prontos?
Mark Ducasble
Fonte: [Webinsider]
Enquanto as verbas de publicidde convencionais e até online diminuem. Enquanto os mercados fazem prognósticos sombrios. Enquanto os números nas pesquisas caem… SEO volta a ficar por cima! A ser asssunto no meio empresarial! A se mostrar um ótimo investimento! Um grande caminho!
Encontrei este ótimo artigo, que fala disso, deste aumento do interesse pelo SEO e embora não tenha uma resposta concreta para o ‘porque’ do SEO se mostrar tão ataente durante a crise, consegue enumerar explicações e motivações para que o SEO seja atrativo sempre.
Já falei de SEO antes. SEO – sabe o que é isso!? e Google Search Masters Brasil 2008
Vamos a esses motivos!
1. A internet supera outros canais de venda
Quando organizações olham as principais pegadas deixadas pelas vendas e
receitas (uma análise crítica quanto às verbas sob inspeção), a
internet quase sempre aparece como resultado de ao menos uma, de duas
estimativas: a web pode ser tida como canal principal de vendas
(principalmente em uma perspectiva de retorno de investimentos) ou pode
ser considerada como uma área que oferece uma das melhores
oportunidades de crescimento. Em ambos os cenários, o marketing na web
e, relacionado a isso, o SEO, ocupam importantes posições.
2. É tempo de se re-equipar
Companhias estabilizadas frequentemente usam os momentos de baixa nos negócios
como uma chance de focar atenções para seus interesses internos, a fim
de realizar uma análise interna.
3. Busca patrocinada conduz interesses em SEO
Gastos com busca patrocinada ainda alcançam altos patamares, e quando
companhias avaliam os custos e valores uma voz incessante diz: “70% dos
cliques sequer acontecem nos anúncios, use SEO”.
4. SEO está perdendo seu estigma
O Google está deixando guias de SEO, Microsoft e Yahoo! possuem
departamentos internos de SEO e aqueles que acreditam que SEO é
besteira estão perdendo sua arrogância e muitos dos seus argumentos.
Não há surpresas: evidências sólidas sobressaem pensamentos
tendenciosos, especialmente em tempos difíceis.
5. Departamentos de Marketing em processo de reformulação de idéias
Muitas companhias andam fazendo as mesmas grandes perguntas: “como
conquistamos novos clientes?” e “que caminhos ainda oferecem
oportunidades?”. Sempre que essas questões são levantadas, SEO
certamente aparecerá próximo ao topo da lista dos “para serem
investigados”.
6. O tráfico de buscas estará relativamente intocado pelo mercado
As vendas podem cair, taxas de conversão devem oscilar um pouco, mas o
tráfico de buscas não vai a lugar algum. Uma recessão não significa que
as pessoas vão parar de buscar na internet, e com o aumento da adoção
de banda larga, da penetração da internet e do constante aumento dos
usuários, a busca não é uma tendência: estará aqui por um bom tempo.
7. Verba destinada para internet tem sido reavaliada
Todos nós temos visto que as propagandas por display têm caído
consideravelmente – o que só acontece quando gerentes se reúnem para
discutir o destino das verbas. Um sala de reuniões com 10 gerentes de
marketing com seus times terá no mínimo 4 ou 5 deles dispostos a
discutir SEO e como eles podem agarrar esse tráfego “livre”.
8. Alguém finalmente olhou para o Web Analytics
Isso é triste, mas é verdade. Quando a crise chega o pânico se alastra, e
alguém resolve checar o Web Analytics para ver de onde a receita ainda
está vindo. Não muito surpreso, esse alguém percebe que as referências
das ferramentas de busca despontam no topo da lista.
Fonte: SemBrasil