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18/06/2009 |
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Os programas de fidelidade também podem tornar-se um bom diferencial na hora de convencer o consumidor a comprar seu produto, aponta Danilo Vasconcelos, Head de Planejamento Estratégico da Accentiv´ Brasil, em sua palestra no Seminário Marketing 360º. O executivo até criou na hora um programa de fidelidade de brincadeira para exemplificar suas lições, incentivando a interação dos participantes com perguntas e respostas com a distribuição de pontos que davam ao final da palestra desde balas até um vale-presente de R$ 100 e um disparo gratuito de e-mail Marketing.
Tudo isso para mostrar que é preciso ser relevante para incentivar a participação dos consumidores e estar atento à concorrência e tendências do mercado para diferenciar seu programa. “O programa de fidelidade pode não apenas ser um diferencial importante na hora de gerar vendas, mas também levantar dados muito importantes sobre os consumidores ao exigir o cadastro e monitorar suas compras”, conta o executivo. Conhecendo o perfil do comprador, o que e quando ele compra determinados produtos, por exemplo, é possível alinhar ações e planejamento estratégico mais efetivamente.
É o caso de um supermercado que remodelou sua estratégia quando viu que o Walmart ia abrir uma unidade na vizinhança e que não poderia competir com preço: “O dono remodelou todo o sortimento de produtos com um posicionamento premium ao ver em sua base de dados que possuía muitos clientes com alto tíquete-médio”, explica Vasconcelos.
Mas nada adianta sem um incentivo ao consumidor. Para isso, vale desde prêmios em dinheiro ou bens e serviço, a até mesmo aplicativos que facilitem a vida do consumidor ou oportunidade de acesso a espaços VIPs. É preciso, no entanto, tomar cuidado para não realizar uma oferta muito agressiva sem se atentar nas outras variáveis que envolvem o produto. “Isso pode até dar resultado a curto prazo, mas fará o consumidor desistir de um determinado produto em um longo prazo”, explica.
Varejista inglês tomou a liderança com programa de fidelidade
Um dos cases citados pelo executivo é o da rede de supermercados inglesa Tesco. Ocupando o segundo lugar do mercado, a varejista virou o jogo em 1995 e tomou a liderança em apenas um mês, ultrapassando a ex-líder Sainsbury ao se diferenciar com um programa de pontos. Para superar o custo da operação, era necessário aumentar as vendas em 1,6%.
“A princípio, as vendas aumentaram em 4%, mas se estabilizaram em 2%. Foram 14 milhões de libras distribuídas em recompensa no primeiro trimestre do programa”, conta o Diretor. Até hoje, já foram mais de um bilhão de libras distribuídas. A base de dados conta com mais de 10 milhões de consumidores, no maior mailing contínuo do mundo, segundo Vasconcelos.
Ao elaborar um programa de fidelidade, é preciso estar atento a quatro tendências, na opinião do executivo: Web 2.0, Moda, Conteúdo e DBM. Em Web 2.0, Vasconcelos fala da relação do consumidor com uma marca e o impacto que ele pode causar perante outros consumidores, que exigem cada vez mais participar e falar sobre os produtos que consome. Quanto à Moda, Danilo Vasconcelos não se limita ao mundo da costura, mas refere-se a busca dos consumidores por inovações e algo que o integre socialmente ou expresse sua personalidade.
O Conteúdo também é outro tópico importante, já que o alto volume de mensagens publicitárias que impactam o consumidor atualmente (cerca de 3 mil por dia) acaba aumentando a superficialidade e desconfiança dos consumidores. É preciso, portanto, ser relevante para atrair a atenção do consumidor. Já o DBM destaca-se por realizar ações de Marketing consistentes segundo as informações contidas no data base formado pelos programas de fidelidade. “Os programas já estão se tornando comodities, está todo mundo fazendo um. Quem seguir essas tendências irá alcançar relevância e diferenciação e se destacará em relação aos demais”, ressalta o Head de Planejamento.
Fonte: Mundo do Marketing
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18/06/2009 |
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Você já parou para pensar qual é a promessa de marca que sua empresa transmite ao mercado e como ela é percebida pelo público? Já parou para pensar se a promessa da sua empresa é entregue na prática, em todas as atividades do dia a dia?
Em um mundo em constante transformação, a inovação passa a ser parte obrigatória da atuação de todas as empresas. Entretanto, para ser um diferencial, ela precisa estar alinhada a algo maior do que simplesmente a busca pelo novo. Para ser significante, ela precisa estar alinhada a essência, aos valores e a visão de mundo da empresa. Só assim pode-se entregar o melhor para seus stakeholders.
Recentemente conheci uma empresa que, em minha opinião, é um grande case de sucesso com relação à “ir além”. Vocês já ouviram falar na Zappos? Essa empresa viu suas vendas crescerem em velocidade astronômica: em nove anos após sua fundação, viu seu faturamento crescer de US$ 1,6 milhões para invejáveis US$ 1 bilhão. Hoje, ela ocupa a 20ª posição na lista das 100 companhias mais inovadoras do mundo (ranking produzido pela Fast Company).
Quando li a “Inspiração Zappos”, fiquei intrigado: “Nossa intenção é ser a melhor empresa em atendimento, e a melhor experiência já vivida pelo consumidor”. Não parece utópico demais? Afinal, como uma loja online de sapatos, roupas e outros itens de vestuário pretende proporcionar a melhor experiência em termos de consumo? Pois é exatamente isso que eles fazem, e muito bem. Vista de fora, ela é apenas mais um site de vendas, entretanto, o seu diferencial em relação aos concorrentes está na maneira como eles encaram o negócio: eles são uma empresa de serviços que, no caso, resolveu vender sapatos.
A filosofia da empresa, criada por um jovem executivo chamado Tony Hshie, que estará no Brasil em 26 e 27 de agosto, é construir uma relação sólida e eterna com seus clientes, e isso deve ser sentido em todas as interações que o cliente tenha com a marca. Um exemplo disso é o nome dado ao call center: “Time de Lealdade ao Consumidor” – e não simplesmente “atendimento ao consumidor”. Esse time tem a missão de atender cada cliente de forma humana e realmente próxima, via chat ou telefone. Essa equipe de atendimento não usa roteiro ou script. Nada é mecânico. Eles procuram atender sempre da maneira mais pessoal possível, exercitando o lado humano de seus atendentes. Esse modo de serviço dá conforto aos clientes e gera confiança. Parece muito complicado, não? Mas é possível a partir do momento que todos os funcionários realmente se identificam com os valores da empresa. E os da Zappos são contratados essencialmente com base neles.
Para vocês terem uma ideia de como essa empresa opera, se o atendente percebe que não tem o item desejado pelo consumidor, ele faz uma pesquisa nos concorrentes e indica três opções ao cliente. Tudo isso para não deixá-lo “na mão”, estabelecendo uma relação de parceria e credibilidade. Além disso, as entregas são gratuitas e feitas em até 24 horas, graças a um sistema de estoque que funciona em 24/7 – 24 horas por dia, sete dias por semana. As trocas e devoluções também são rápidas, fáceis e sem custo adicional.
A Zappos, embora não esteja fazendo nada de outro mundo, está inovando ao preocupar-se, nos dias de hoje, com o humano; algo que às vezes, com todos os modismos corporativos e novas teorias de gestão, esquecemos de fazer. Nesse raciocínio, o lucro nada mais é do que um sinal de que a organização está servindo ao seu propósito: atender bem o cliente, afinal, ele é o dono da marca. É importante nos atentarmos a essa volta às origens: servir bem, para servir sempre… Tão simples, mas nem sempre muito fácil.
Esse case reforça que empresas com um modelo voltado para relacionamento transparente e geração de boas experiências em todos os pontos de contato, têm mais clientes satisfeitos, leais e, também, mais rentáveis. Por exemplo, na própria Zappos, cada consumidor realiza uma média de 2,5 compras por ano, sendo que 75% deles voltam após a primeira compra, que tem um ticket médio de U$ 111,98, contra U$ 143,22 da segunda compra.
Quando uma empresa sabe claramente quais são seus valores, qual é seu papel no mercado e qual o benefício que pode proporcionar às pessoas, fica mais fácil transformar a promessa da marca em uma experiência e, assim, ir além. No exemplo apresentado, a intenção é proporcionar excelente experiência de atendimento e consumo. E, para isso, foca no foco do cliente e inova o tempo todo para que essa essência seja experimentada por todos os públicos em todos os pontos de contato da organização de forma consistente.
Pense nas marcas que você confia e nos atributos e promessas que te levaram a essa lealdade. Imagine-se cliente da sua própria empresa e analise se sente o mesmo pelos produtos ou serviços que vende. Avalie a promessa da marca: ela é um reflexo dos meus valores? Pode ser percebida em todos os pontos de contato e por todos os públicos? Depois disso só é preciso pensar o que é possível fazer para executá-la de maneira consistente e sempre que possível, como ir além. E boa sorte.
Fernando Byington Egydio Martins é Diretor executivo de Estratégia da Marca e Comunicação Corporativa do Grupo Santander Brasil.
Fonte: Mundo do Marketing
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10/06/2009 |
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Excelente artigo, deixando claro a diferença entre uma marca de produto e a marca corporativa da empresa. A diferença de tratamento para cada uma, principalmente dentro da empresa.
Fico sempre triste, quando vejo o péssimo tratamento que algumas empresas dão a suas marcas corporativas…
Marca Corporativa e Marca de Produto. Ou o jogo dos sete erros mais comuns
Existe um procedimento que é bastante recorrente no ambiente do Marketing: tão logo aparece alguma abordagem ou conceito realmente inovador, há uma tendência apressada e afoita de transformar esse novo em coisa conhecida e catalogada. A partir daí, inicia-se imediatamente a busca ansiosa pela próxima “invenção”.
Isso está acontecendo exatamente agora com o conceito de marca corporativa. Não que ele seja absolutamente novo. Mas vive-se hoje, na expressão de Majken Schultz, uma “second wave” da abordagem da marca corporativa, que não pode e nem deve ser confundida com as definições já em circulação.
Em síntese, marca corporativa não pode ser tomada por ou confundida com marca de produto. São duas coisas bastante diferentes, embora possam ter nuances parecidas. Para ficar mais claro, é bom ilustrar essas diferenças à moda daqueles jogos dos 7 erros, frisando as confusões mais comuns entre os dois conceitos.
1. A marca corporativa não é marca de um target só. Ela deve dialogar com vários públicos – clientes, colaboradores, fornecedores, comunidade, acionistas, imprensa etc. Diferentemente da marca de produto que, em geral, dirige suas mensagens preferencialmente ao cliente/consumidor. Quer dizer, uma coisa é “vender” Omo para donas-de-casa, outra coisa radicalmente diferente é apresentar a Unilever para os diversos stakeholders dessa organização.
2. A marca corporativa não tem um núcleo duro. Um posicionamento auto-proclamado, que resume seus atributos e associações, como tem sido mais característico nas marcas de produtos. A marca corporativa tem sim um coração que pulsa, uma promessa central viva, que é algo mais flexível e abrangente, de modo a contemplar os múltiplos interesses dos públicos mencionados acima.
3. A marca corporativa não pode ficar isolada no “feudo” de Marketing. Até aqui o Marketing era a única instância responsável por todo o branding nas empresas. As marcas corporativas pedem uma abordagem multidisciplinar. O que tem acontecido em empresas conscientes desses novos tempos, como a Iveco, é que a comunicação de marca tem assumido um papel mais estratégico, ao lado da direção geral da organização, e, a partir daí, disseminado as preocupações com a marca principal para dentro e fora da empresa.
4. A marca corporativa requer envolvimento de todos. A marca de produto, até por ficar quase sempre isolada no “feudo” do Marketing, sempre exigiu menos envolvimento da organização. Quem tem que se envolver, de “comprar” essa marca e de se deixar seduzir por ela é o cliente/consumidor. E antes equipe de vendas, claro. A marca corporativa, não. Ela não existe sem o envolvimento direto de todos na organização, do CEO ao conjunto dos colaboradores. Como muito bem diz o Jaime Troiano, “marca não é tapume” e o sucesso da marca corporativa começa sempre com uma boa lição de casa de identificação e envolvimento de todos com essa marca.
5. O desafio da marca corporativa é alinhamento. Quando se pensa em marca de produto, o que vem logo a cabeça é a diferenciação, o que interessa é caracterizar a “uniqueness” do produto ou serviço. Com a marca corporativa, a palavra de ordem é “brand alignment”. Ou seja, o desafio agora é alinhar, criar convergência, estabelecer sintonia entre as várias manifestações e interações da marca com seus diferentes públicos. A marca corporativa precisa sustentar a mesma promessa, a mesma história corporativa, os mesmos pilares, diante de todos. Ilustrando: Natura, Fedex, Localiza, Google ou qualquer outra marca corporativa não podem ter enredos diferentes para públicos diferentes.
6. Não se pensa marca corporativa no curto prazo. Tome-se como exemplo uma organização como a Ambev ou Inbev. Por mais que essa empresa tenha programas rígidos de resultados para cada um de seus produtos ou áreas de negócios, a construção da marca corporativa do grupo exige um plano de médio e longo prazo. Não é por outro motivo que a Ambev/Inbev tem se preocupado em afirmar, por meios de campanhas mais gerais, os seus compromissos mais duradouros e consistentes. O risco de tentar construir uma marca corporativa com base somente em ações e resultados imediatos é o de se criar um algo sem lastro, que irá sucumbir à primeira crise, pois não “feito para durar”.
7. Marca corporativa, além do lucro, tem a ver com geração de valor. O mundo está mudando, a economia reconhece mais os ativos intangíveis, a sociedade se preocupa mais com outros valores, as pessoas já não se satisfazem mais apenas com os “benefícios racionais ou emocionais” dos produtos e serviços. As marcas corporativas, ao colocarem a organização no centro da cena, abrem espaço para a geração de novos valores. Valores que têm a ver com o entorno social, o bem-estar de quem trabalha, o meio-ambiente, a produção cultural e muito mais. Ou seja, resultado agora vai além do lucro, é algo maior, a ser compartilhado com muitos. Por isso, pode-se dizer que a marca corporativa, como matriz de referência e instrumento de gestão, tem muito a ver com a sustentabilidade das próprias organizações e de todo o ambiente de negócios.
Aí estão os 7 erros ou confusões básicas entre marca corporativa e marca de produto que devem ser evitados. Outros erros podem ser encontrados, uma vez que, por vício de muitos que atuam na área do Marketing e da comunicação, persiste uma tentação grande de pegar a marca corporativa e ir logo colocando numa embalagem bonita e renovada de marca de produto.
Não, as diferenças entre esses dois conceitos são bastante reais e significativas. Não é só a atenção que se desloca do produto para a organização, não é o mesmo aparato de abordagem que é transportado de um lado para outro. São vários ângulos, abrangências, papéis que se alteram, exigindo um novo modo de ver, pensar e trabalhar com as marcas.
Levi Carneiro
Fonte: Troiano
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09/06/2009 |
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Bárbara é uma garota de classe média que passa a maior parte do dia na internet com os amigos mais íntimos. Ela adora pesquisar novas comunidades no Orkut, conversar no MSN e Twitter, postar fotos de sua última viagem a Disney no Flickr e ainda arruma tempo para escrever dicas de beleza no seu blog.
É uma adolescente que gera conteúdo, influencia uma determinada audiência e pode tanto falar dos benefícios de um produto especifico como do mau atendimento prestado por uma empresa.
Antes da internet, as pessoas falavam pessoalmente sobre marcas de uma para outra (one-to-one) ou entre grupos e não tinham muitos canais à disposição para deixar registrado suas opiniões sobre produtos, experiências de compras, política, esportes, piadas.
Hoje, a situação não é muito diferente, porém há mais espaços não só para falar destes assuntos como também tornar público tudo o que se escreve em blogs, fóruns, redes sociais, podcasts, wikis – um incrível banco de dados com informações úteis para estratégias de marketing.
“As pessoas buscam as redes sociais por três principais razões: elas querem se expressar, elas querem compartilhar conteúdo, conhecimento, sentimentos e de uma maneira geral, buscar entretenimento” (Alex Dias, presidente do Google no Brasil durante o seminário O Poder das Mídias Sociais, organizado pela Info Exame em março deste ano).
Dados interessantes
- Pesquisa da Nielsen Online divulgada em março deste ano, revela que 67% das pessoas já frequenta redes sociais. No Brasil, este número sobe para 80%.
- Pessoas ficam 11 horas por dia, em média, conectadas na internet. E deste tempo, uma hora é dedicada a redes sociais. No Brasil, a cada quatro horas, uma hora é dedicada a redes sociais, como o Orkut.
- O Skype, software que permite comunicação por voz e vídeo grátis, levou cinco anos e meio para atingir uma base de 400 milhões de usuários e cresce 50% ao ano.
- O maior site de vídeos do mundo, o Youtube, demorou três anos e meio para ter uma base de 300 milhões de usuários e cresce 40% a ano.
- A rede social Facebook em cinco anos atingiu 200 milhões de usuários e cresce 150% ao ano.
- No mundo existem mais de 300 redes sociais, cada uma com sua funcionalidade específica.
Fonte: Morgan Stanley Tech Trends
A evolução tecnológica na internet tem registrado experiências inovadoras no que diz respeito a integração entre produtos e pessoas. Comprar não é mais uma atividade centrada apenas em shoppings e outros pontos de comércio.
Sites que vendem uma quantidade enorme de produtos, como Amazon e Submarino, disponibilizam espaços para as pessoas postarem comentários sobre os produtos, criam sistemas de monitoramento de navegação que identificam as preferências dos usuários. São tentativas de melhorar a experiência de compra e fortalecer as vendas.
Entretanto, as mídias sociais não mudam apenas o relacionamento entre marcas e audiência. Também afetam o marketing tradicional, as métricas de relações públicas e a agenda dos meios de comunicação.
As tecnologias de mídias sociais têm potencial de transformar o modo como as empresas podem construir e gerenciar relacionamentos com os consumidores.
Quanto mais cedo for a sua adoção, melhores serão os resultados para a reputação da empresa e nas vendas.
As companhias enfrentam riscos competitivos e, se deixarem de lado esta tecnologia, não conseguirão avançar nos mercados em que atuam, de acordo com a face atual dos negócios.
Como as marcas devem atuar nas mídias sociais
As mídias sociais continuam crescendo globalmente em termos de adoção, usabilidade, interesse e impacto. É inegável como os conteúdos e informações podem transformar a maneira que os consumidores pensam das marcas e como elas deveriam ter uma interação mais direta e transparente. No entanto, as marcas ainda operam em um sistema definido pela mídia tradicional e, consequentemente, a participação ainda é pequena nas redes sociais.
O que é necessário para as marcas atuarem nas redes sociais?
- Reputação. Saber como o público percebe sua marca. Quem são as pessoas satisfeitas e insatisfeitas, quais são os comentários e onde eles estão, quais são os formadores de opinião com mais seguidores.
- Plano de negócios. Construa um planejamento que envolva audiência, objetivos, estratégias de ação e ferramentas de métricas para cada rede social, afinal cada espaço tem sua característica: público, serviços, aplicativos, canais para divulgação.
- Ouça primeiro, fale depois. O sucesso de ações de marketing em mídia social envolve atenção e participação sem esperar algo em troca, como se fosse um processo de vendas. Porém, as empresas podem aumentar as vendas definitivamente como um resultado do contato.
- Transparência. Seja transparente e preserve sua identidade. Não se omita diante de um problema, como acontece com a prestação de serviços das operadoras de telefonia móvel ou até mesmo com órgãos públicos. Escolha tipo de mensagem comercial mais adequada com seus objetivos e trate todos os consumidores com ética e bom senso.
- Usuários engajados. Planeje ações sem precisar falar do produto. As pessoas tendem a ignorar excesso de publicidade e isso pode gerar muitos comentários negativos.
- Não controle mensagens. Nas redes sociais não há controle sobre as mensagens postadas pelos usuários. Não faça da sua participação uma forma de publicidade e não tenha uma postura de ditador. Quando uma informação está disponível na rede, as pessoas podem, inevitavelmente, remodelar isso de acordo com seus interesses. Marcas têm a necessidade de proteger suas identidades, direitos autorais e propriedade intelectual com certeza, mas ao invés de “controlar a mensagem”, devem incentivar a criatividade quando for necessário.
- Compartilhe conteúdo. Compartilhe conteúdo e recolha insights para incentivar os clientes a trocar ideias sobre o que sua marca faz e o que ela deveria fazer. Utilize palavras-chave no texto que são mais relevantes não só para os negócios como também na web. Usuários geralmente se guiam na web por palavras mais populares e simples de se escrever.
- Opiniões e participação dos usuários. Ter um relacionamento mais estreito com os usuários permite que uma empresa desenvolva mais ações dentro das redes sociais e fomente comentários positivos entre as pessoas. Estar aberto a opiniões facilita a comunicação.
- Métricas e resultados. Nas mídias sociais, o retorno sobre o investimento é medido de acordo com o engajamento dos usuários. Os indicadores mais populares para medir os resultados são: quantidade de pessoas envolvidas, número de comentários positivos e negativos.
- Não abandone os usuários. Após conquistar seus seguidores, mantenha contato direto com eles para novas abordagens e ações. Mídia social não é uma campanha e sim um permanente contato.
Os piores erros das marcas nas redes sociais
- Falsidade. Não é bom para uma marca ter uma ação notada como falsa. Empresas como Walmart e Sony, por meio de suas empresas de RP, tentaram falsificar suas ações para tornar os consumidores mais fieis a blogs de determinados produtos de ambas as marcas.
- Não escutar os usuários. Como uma empresa pode aprender a lidar com um problema ou melhorar o desenvolvimento de algum produto se não dá ouvidos aos consumidores? Ouvir é realmente o mais importante passo no processo de aprendizagem sobre as redes sociais na web. É importante monitorar conversas, os sentimentos dos consumidores sobre as marcas e identificar os formadores de opinião mais fortes.
- Intenções comerciais. Mostrar logo de início que sua ação só pretende um retorno comercial é incentivar usuários a banir sua empresa de uma determinada rede social, além de gerar comentários negativos em outras mídias.
- Trabalho sem equipe. Muitas empresas fazem uma abordagem de mídia social sem um esforço colaborativo entre seus empregados. Imagine que uma divisão de funcionários de uma empresa inicia um blog e outra divisão faz algo no Facebook e ainda cria um outro grupo no LinkedIn e Ning. Não trabalhar em conjunto é ineficaz e pode criar mensagens contraditórias para os consumidores que participam em mais de uma rede social.
Paulo Fava
Fonte: [Webinsider]
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09/06/2009 |
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“O setor que mais utilizou a internet no Brasil foi o setor bancário”, afirma Jack London
Economista, empresário e escritor, Jack London foi o primeiro a entrar no e-commerce no Brasil criando o site Booknet. Sua frase mais famosa – “No século 21 a ignorância será uma opção e não mais uma condenação” – traduz bem o clima de seu palestra durante a 13ª Convenção do Comércio e Serviços do Rio Grande do Norte, realizada semana passada em Natal. Com bom humor, o palestrante trouxe para a plateia de empresários as expectativas do comércio eletrônico para os próximos anos e apresentou formas de como o varejo poderá se utilizar (e já se utiliza) de recursos que a internet oferece. Um exemplo disso é o Twitter, sistema de micro-blogging, que já é utilizado por diversas empresas para divulgar promoções e produtos. Para London, o comércio tradicional como ele existe hoje vai mudar. As lojas vão acabar? Não. Mas quem não entender que este é um momento de transformação da forma de vender está fadado a sumir. E não só o varejo será afetado pela tecnologia que avança cada vez mais rápido: a política, a educação. Telefone fixo, aparelho de fax, CDs e DVDs são exemplos de instrumentos citados por ele que desapareceram ou vão desaparecer com a evolução de novos meios tecnológicos. Nessa entrevista à TRIBUNA DO NORTE, Jack London fala sobre o panorama mundial da internet e como ela vai revolucionar cada vez mais a vida dos consumidores e empresários.
No momento em que se fala o tempo todo em crise econômica, com a revolução tecnológica o comércio tradicional também entra em crise?
Eu acho que essa crise que estamos vivendo tem dois lados. A gente percebe isso com a forma dos chineses se expressarem: o ideograma deles para a palavra crise é “caos” mais “oportunidade”. Ou seja, toda crise desse tamanho também traz muitas oportunidades. A gente sempre vive crises, vamos viver, a vida é assim. Mas as oportunidades que nascem depois delas são muito grandes. E acho que uma das oportunidades que temos agora é repensar a nossa maneira de ver o mundo e como a gente organiza o mundo dos bens e serviços. Estávamos chegando no limite da depredação de meio ambiente, da incapacidade de compreendermos e imaginarmos a continuidade. Uma economia eminentemente baseada no crescimento é um ideia absolutamente destrutiva. Não pode haver crescimento permanente, ilimitado. Então, nessa retomada da economia, a a utilização dos meios tecnológicos vai ser vital. Você vai ver cada meio sendo usado. O comércio eletrônico vai crescer muito e a utilização dos equipamentos será cada vez maior. Gente que mesmo hoje estava fora do comércio eletrônico, na hora que essa crise começar a se transformar em oportunidade vai verificar que a maneira como trabalha, como aborda o mundo, vai precisar cada vez mais dos meios eletrônicos.
Mas então as lojas físicas como conhecemos hoje e os centros de consumo como os shoppings estão fadados a acabar?
Não. Não vão acabar, não. Eu sustento a tese de que nada vai acabar. Por exemplo, o teatro. Até o começo do século 19, nenhuma pessoa saía de casa no Brasil para se divertir se não fosse para ir ao teatro. Você pega as estatísticas e vê que 100% dos brasileiros, principalmente nas grandes cidades, saíam de casa para ir ao teatro. Por quê? Porque só havia o teatro. Aí veio o cinema, a primeira tecnologia industrial. Muita gente disse o seguinte: “Quando o cinema se impuser, o teatro acaba”. O teatro não acabou. Mas ele mudou. Ele se tornou uma forma de entretenimento marginal. No Brasil hoje, por exemplo, menos de 0,5% das pessoas que saem de casa para se entreter vão ao teatro. Mas o teatro acabou? De jeito nenhum. Mas é o mesmo que era antes? Não é mais. Vamos dar exemplos de algumas coisas que já impactaram no comércio. Vou citar um modelo de comércio que são as lojas de linha branca. No Rio de Janeiro e São Paulo, temos a Lojas Americanas. Como era o modelo delas antes da internet? Era sinônimo de grandes lojas, de 2 mil, 2,5 mil, 3 mil metros quadrados, com milhares de mercadorias lá dentro. A Lojas Americanas não abre uma unidade desse tamanho há dois anos. Eles agora criaram um modelo que se chama Americanas Express, que já tem em Recife. É uma loja de 400 metros com uma placa enorme na parede dizendo: “200 mil produtos você encontra no nosso site na internet”. E aí a loja tem uma bateria de computadores para você comprar esses 200 mil produtos. Acabou o modelo da Lojas Americanas? Acabou a Lojas Americanas? Não. Mas é outra, mudou. 30% das vendas são feitas pela internet.
Quem não mudar então está fadado a sumir?
Sim. Os shoppings que você perguntou. Eles vão ser cada vez mais entretenimento e alimentação. Entretenimento de qualidade. Os cinemas atuais também vão todos morrer porque só existirão salas 3-D. Hoje temos condição de produzir uma imagem de tela grande em casa, mas ainda não temos 3-D. Lojas de produtos serão cada vez menos. Esse fenômeno a gente já vê em Rio de Janeiro e São Paulo. Há vários shoppings que passaram de lugares de lojas para áreas de entretenimento e alimentação. A única coisa que a internet não mexe hoje é a alimentação. Isso porque ainda não dá para gente comer virtualmente. Mas qualquer dia alguém descobre como é que faz isso.
O senhor cita grandes centros como o Rio de Janeiro e São Paulo. Mas no Brasil como um todo o comércio eletrônico já é uma ferramenta bem difundida?
Sim, com certeza. Existe um site chamado E-bit que dá as estatísticas de comércio eletrônico do Brasil inteiro. Existem alguns itens em que 60% das vendas já são feitas pela internet. Sabe quais são as cidades que mais compram hoje pela internet? Não são as grandes. São as médias. Campinas (SP), por exemplo, é campeã brasileira de compras pela internet. Mas isso é fácil explicar: o morador de classe média para alta, instruído, com recursos. Mas o comércio de Campinas não tem a mesma qualidade de produtos que o comércio de São Paulo, capital. Então aquele cidadão tem o mesmo padrão de consumo da capital, mas não tem o produto para consumir ali. Ele então vai buscar o que procura na internet. Campina Grande, na Paraíba, tem um índice enorme de compras pela internet. Brasília é uma coisa impressionante (em matéria de comércio eletrônico). É curioso isso. E esse hábito está se espalhando pelo país.
Essa é uma tendência mundial. Mas quais vantagens do comércio eletrônico hoje tanto para quem compra quanto para quem vende?
Para quem vende é uma redução de custos monumental. Quando a gente fala em comércio eletrônico a gente sempre fica na cabeça com a ideia de calças, camisas, relógios, produtos. Mas o setor que mais utilizou a internet no Brasil foi o setor bancário. São transações eletrônicas comerciais. Sabe quanto do movimento bancário do brasileiro hoje é feito pela internet? 78%! Os bancos mudaram suas vidas e de seus clientes. Aquela coisa da ação presencial no banco está se acabando. Cada vez mais as pessoas vão menos ao banco, os bancos são cada vez menores, são cada vez menos agências de bancos. E o estímulo que o banco te dá para que seja utilizada a internet ajuda nessa mudança de perfil. Há produtos que, se você fizer a transação pela rede, a taxa que você paga é metade da que você teria. Os bancos reduziram a quantidade de funcionários. Eram 600 mil bancários e hoje são 405 mil.
Em sua palestra durante a 13ª Convenção do Comércio e Serviços, o senhor citou algumas ferramentas bem atuais da tecnologia como é o caso do Twitter.
Como uma empresa varejista pode se utilizar de um meio como esse hoje?
É muito simples. É só entrar no site, se cadastrar e começar a fazer ofertas na rede pelo Twitter, por exemplo. Descrever o funcionamento da loja, inserir ofertas. Ao invés de inserir suas notícias pessoais, você insere as notícias da loja.
Existem exemplos desse uso do Twitter aqui no Brasil e que esteja sendo bem sucedido?
Sim. Temos vários que têm funcionado muito bem. Grandes jornais já estão todos no Twitter, as revistas, alguns magazines. Se não me engano, o Ponto Frio já está no Twitter. Acaba virando uma coisa comercial. Você cria lá o perfil: “Este é o Twitter do Ponto Frio” e coloca: “Nas próximas duas horas, nas lojas de não-sei-onde vai ter um desconto de 70% nos produtos. Tem que dizer que entrou no Twitter”. Pronto e aí, vai…
Então as empresas vão cada vez mais utilizar esses serviços para se beneficiar e crescer?
Sim. Daqui há dez anos, não haverá política sem internet. A próxima eleição já será altamente influenciada pelo uso da internet. O exemplo do (Barack) Obama está se espalhando pelo mundo inteiro (Durante a eleição presidencial nos Estados Unidos, o atual presidente utilizou o Twitter como uma de suas ferramentas do pleito não só para que os eleitores o “seguissem” no site, mas também para arrecadar fundos para sua campanha). A capilaridade que a internet permite em termos de adesão, em termos de coordenar as coisas é enorme. Hoje se pode fazer um comício pela internet para um bilhão de pessoas.
Essa tecnologia e mudanças são positivas na sua opinião para o comércio?
Acredito que são muito positivas, sim. Elas cada vez trazem mais bolsões de pessoas para participar do consumo. O que era o comércio no Brasil há 20 anos? Era um comércio de elite só. Apenas uma alta camada da população comprava. O que era a educação há 20 anos? O que era a política? E por aí vai. A tecnologia no caso ela é mero instrumento. Ela não muda nem a política, nem as ideias nem a forma de governar. Há quem ache por exemplo que a política termina com a corrupção. A gente vê isso nos jornais o tempo todo. Ela não termina com a corrupção. A corrupção é do ser humano. É como a internet que também pode ser um instrumento para combatê-la. É o exemplo de ONGs que mantém sites como o Contas Abertas. Quando que um cidadão ia ter acesso a uma informação daquelas? Quero saber quanto o governo do Amazonas gastou no último ano com estradas: ele coloca na tela em um instante como informação. E o que é isso como instrumento de pressão política?
Mas essa tese de que a internet permite um acesso maior da população às informações, não se torna falha quando a gente sabe que poucos lares brasileiros estão ligados à rede hoje?
Essa frase também está ficando antiga. O acesso maciço da internet não será mais por essas maquininhas que estão em nossos lares. Será por outra que carregamos no bolso (celular). Praticamente todos os brasileiros têm celular, todos! É normal. Em Portugal, cada cidadão tem dois aparelhos, em média. Na Coréia do Sul, são três. Agora daqui há três anos, o aparelho celular que eu carrego vai virar lixo. Como já virou na Coréia, como já virou em Portugal. E os celulares no futuro sairão de fábrica com acesso à internet.
O senhor não acha que as pessoas acabam perdendo sua privacidade no meio de tanta tecnologia?
Sim, perde. Se você quer conhecer mais, ao mesmo tempo você precisa ser mais conhecido. As pessoas têm que saber quem você é. Não adianta mentir e dizer que não perde privacidade com esse mundo digital.
Mas com isso o senhor acha que mais à frente as pessoas podem ter uma tendência de retorno para buscar mais privacidade?
Sim, claro. Podem haver grandes dificuldades. Mas isso acontece cada vez que você lida com tecnologia. Você sabe mais que seu pai; seu pai sabe mais do que sabia seu avô. É um caminho
Vinícius Albuquerque
Fonte: Tribuna do Norte
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09/06/2009 |
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A crise econômica global tem produzido reaçoes aparentemente contraditórias no que diz respeito ao marketing verde. De um lado, o periodo de vacas magras faz com que muitos se questionem sobre o padrao de consumo adotado nos últimos tempos. De outro, levam empresas preocupadas com a sobrevivência a cortar ou reduzir investimentos em sustentabilidade.
Especialmente nos países desenvolvidos, floresce o sentimento de que, hoje, chique mesmo é consumir de maneira consciente, valorizando o essencial. Em boa parte, esse amadurecimento se deve à crise, que obriga cidadaos de diversas naçoes a distinguir o prioritário do descartável em suas vidas, mantendo apenas o que possui realmente importância em suas listas de compras. Valores como simplicidade, autenticidade e sustentabilidade substituem ostentaçao e novidades descartáveis. Produtos mais fáceis de usar ganham mercado, nao apenas porque sao mais baratos, mas principalmente porque ajudam a simplificar uma vida que já anda complicada demais.
No Brasil, empresas que se dedicam a causas sócio-ambientais sao cada dia mais admiradas. É verdade que somente uma pequena parcela dos consumidores se mostra disposta a traduzir essa admiraçao em preferência no ponto de venda. Mesmo assim, as declaraçoes de apoio ao discurso da sustentabilidade ganha aos poucos espaço também em nosso país. Apesar disso, estudo global da consultoria inglesa New Energy Finance revelou que os investimentos das empresas em energia limpa caíram 53% no 1o trimestre de 2009, em relaçao a 2008. No Brasil, apenas na comparaçao entre os primeiros 3 meses deste ano e os 3 últimos do ano passado, o recuo foi de 76%. O motivo é a crise. No dilema entre sanear o caixa e fazer o que é certo, as corporaçoes escolhem o caminho da sobrevivência no curto prazo, a despeito do que pensam seus clientes.
Quem mais perde com essa atitude adotada por inúmeras companhias globais é o planeta e seus habitantes – ou seja, cada um de nós. Entretanto, no médio e longo prazo o malefício pode estender-se para a imagem dessas empresas e dos produtos ou serviços que comercializam. Afinal, como diversas pesquisas comprovam, apesar de relutante em fazer a sua parte, o consumidor espera mais das corporaçoes do que dos seus Governos na defesa do meio ambiente.
Luiz Alberto Marinho
Fonte: BlueBus
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08/06/2009 |
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Esse texto do Luli é magnífico!
Estou pensando em repiti-lo toda a semana!!! rs
A forma mais fácil de ver um trabalho valorizado é tornar clara sua importância.
junho de 2008 – Revista Webdesign nº 54
Pouco importa o momento em que está na carreira, o designer sempre enfrentará um corpo-a-corpo com uma das forças mais angustiantes de seu trabalho: o orçamento. Isso não significa apenas que ele gaste demais ou compre o que não precise (todos sofremos desse mal, pouco importa a profissão) mas que enfrente uma dificuldade enorme em cobrar por seus serviços. E mesmo quando finalmente consegue chegar a uma fórmula para calcular o valor das peças que cria, a resistência que enfrenta em seu cliente costuma ser gigantesca: não importa o valor, ele sempre será considerado caro demais.
A dificuldade em se estabelecer um orçamento é compartilhada com arquitetos, músicos, cenógrafos, artistas plásticos, atores e profissionais das áreas chamadas de “criativas” em geral. O produto que entregam não pode ser medido em gramas, centímetros ou litros. Nem mesmo em horas: certas idéias geniais são criadas em segundos enquanto outras podem demorar uma eternidade. Isso sem contar que o processo ainda pode ser sabotado por bloqueios, variações de humor ou outras greves das fontes produtoras.
O grande problemas que as peças de valor intangível enfrentam é que elas são… bem, intangíveis. O termo vem do latim e quer dizer “aquilo que não pode ser tocado” mas que não é, por isso, menos importante. Música, por exemplo, é completamente inútil do ponto de vista racional, mas viver sem ela é como viver sem perfume, beleza, alegria ou cor: um baita desconforto. Esse tipo de grandeza sensorial, que não se comunica através de símbolos mensuráveis, mas se expressa através de sentimentos, foi associado a experiências místicas em muitas culturas. Em um mundo que transferiu o mistério da transcendência para a máquina e os processos digitais, ela é o máximo da grandeza “virtual”.
Essas forças imateriais da percepção parecem mágicas por causa de uma espécie de fundamentalismo do pensamento ocidental. Ao levar ao pé da letra algumas das idéias de Platão amplificadas pelas três grandes religiões, o homem criou uma falsa oposição entre o “abstrato” e o “concreto”, como se a idéia do que é uma maçã pudesse ser separada do fruto, ou como se o amor pudesse existir sem a pessoa amada. Em uma velha piada, um filho pergunta ao pai o que significa “abstrato”. O pai responde que é aquilo que não pode ser tocado. O filho, então, pergunta: “como Deus ou como um espinheiro?”
Na verdade as duas noções são igualmente abstratas e dependem da relação que se estabelece com elas. Uma maçã, como um layout ou um ser humano, sempre será parecida com outros elementos da sua mesma classe e, ao mesmo tempo, completamente diferente de seus companheiros. Como uma maçã não pode ser definida em termos absolutos, aceita-se que uma determinada categoria, medida em valores absolutos de peso, tamanho, grau de amadurecimento e procedência seja “correta” – e se despreza o resto.
Em grandezas intangíveis não é assim tão fácil. Não existe o layout ou a cor ou a música corretas porque cada pessoa reage a estímulos de forma diferente. Ao montar um projeto de comunicação visual o designer precisa se basear em estimativas e testar combinações para conseguir a resposta mais adequada. Como tons em uma música ou temperos em uma comida, essas combinações não são fáceis nem exatas porque cada novo ingrediente interage com todos os demais e interfere no resultado final.
Designers criativos costumam ser curiosos e apresentar interesse por quase todas as outras áreas de conhecimento. Eles só não se interessam por aquelas que lidam com valores quantificáveis, como Engenharia e Economia. Pelo contrário, parece haver um desprezo mútuo entre os usuários de HP e os de Macintosh, no melhor estilo cigarras vs. formigas. É uma pena.
As áreas de arte e finanças não são opostas, mas complementares. Você pode até ter uma grande idéia usando apenas uma dessas formas de conhecimento, mas vai ser muito mais eficiente se usar as duas – e elas sempre estarão à disposição.
Por isso, ao apresentar uma proposta de design, use termos financeiros. Os objetivos foram bem definidos? Pois bata o pé até que o sejam, ninguém constrói uma estrada sem saber aonde ela vai dar. Seu projeto vai aumentar o tempo de uso? Diminuir o número de páginas? Tornar as opções mais claras? Estimular o consumo? Aumentar a lucratividade? Reduzir custos de suporte? Reduzir tempo de programação? Tornar o usuário mais satisfeito? Pois então diga isso claramente. Se possível, quantifique, exemplifique, demonstre.
Não faça aquele sujeito que tem uma baixa capacidade de abstração estética “supor” coisas. Nada é pressuposto.
E tudo tem seu preço. Se possível, divida o (re)design em partes e tente classificá-las em ordem de importância e preço. Algo que dê trabalho, custe caro e seja irrelevante deve ser evitado. E o contrário deve ser priorizado. Ao se comportar dessa forma, o designer mostra que é um especialista em termos que o seu cliente é capaz de entender. Melhor: em termos que tornam difícil combater ou rejeitar. Para o seu cliente, gosto se discute, números não. Você pode mostrar o contrário – e, no processo, chegar a uma negociação saudável em que ambas as partes ficarão satisfeitas.
Por mais que os artistas ou os técnicos tentem enganá-lo, saiba que nenhuma área funciona sozinha. Equilibrá-las é o que cria algo novo e funcional, bonito e prático.
Esse é o maior desafio da carreira de qualquer profissional.
Fonte: www.luli.com.br
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05/06/2009 |
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Estudo realizado pela Ad-ology Research mostrou que 48% dos americanos pensam que a falta de investimentos em publicidade durante o período de crise econômica indica que a empresa vai mal das pernas. É isso mesmo, para a grande maioria dos entrevistados, continuar anunciando, mesmo em momentos críticos, é sinal de que a empresa é competitiva e empenhada em fazer novos negócios.
A pesquisa confirma ainda que os consumidores que viram ou ouviram qualquer tipo de propaganda no mês anterior à entrevista, seja pela TV, jornal, rádio, mala direta ou internet, acabaram comprando algum dos produtos anunciados. Ou seja, mesmo na crise, a publicidade ainda vende. Tem mais – os clientes estão mais exigentes e com novas preocupações. Prova disso é que a maioria dos americanos está disposta a pagar mais por produtos orgânicos, sinal de que marcas associadas a uma vida saudável tendem a enfrentar menos turbulências durante a crise.
Mas mesmo com essa vontade toda de gastar, os americanos estão encontrando novas formas para economizar. Cerca de 40% dos consumidores disseram que utilizam hoje mais cupons de desconto do que há um ano. E que estarão propensos a comprar um item caro somente se o desconto for excelente.
Isso tudo reforça a tese de muitos especialistas de que os habitantes do planeta sairão dessa crise com um novo padrão de consumo. Será mesmo
Fonte: Blog do Marinho
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04/06/2009 |
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Roberto Justus está fazendo escola. Agora é Walter Longo, seu consultor no programa O Aprendiz, mentor de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm e Vice-Presidente da Young & Rubicam no Brasil que propõe a demissão de profissionais. Mas Longo não é tão implacável quanto Justus. Ele propõe que o diretor de Marketing vire um diretor de nexo, tamanha é a falta de conexão entre as estratégias e ações de Marketing das empresas hoje em dia.
A falta de nexo é explicada pelo momento que o mundo está vivendo. “Estamos entrando num período conhecido como Tesarac”, aponta Walter Longo em entrevista ao Mundo do Marketing. Segundo o especialista, estamos num período da história em que ocorrem mudanças sociais e econômicas, transformando o mundo numa sociedade caótica e desorganizada até que a sociedade encontre uma nova ordem que a recomponha. “É uma revolução igual a Revolução Industrial. O volume de mudanças brutal que está acontecendo em todos os setores gera uma dificuldade de saber para onde as pessoas vão”, complementa.
O que antes eram certezas agora são dúvidas. “Quando você não tem noção muito clara de onde você vai, fica mais difícil ter um nexo”, analisa. Outras razões explicam a falta de nexo. Há uma explosão de novas mídias. Com isso, a capacidade de perder nexo é maior também. O Marketing extrapolou o Marketing. “Hoje tem muitas pessoas diferentes numa empresa fazendo marketing. A área financeira faz relação com o investidor, o RH faz relação com o público interno, a área de produção faz pesquisa, design e o Marketing acaba fazendo só publicidade”, explica.
Razões da falta de nexo no Marketing
A falta de nexo vem também da mudança que o avanço da mídia digital proporcional. Mudou a forma de relacionamento entre as empresas e o consumidor. De acordo com Walter Longo, que acaba de lançar o livro “O Marketing na era do nexo” (BestSeller) ao lado de Zé Luiz Tavares, há uma dificuldade de planejar porque tudo muda muito, a toda hora. “O profissional perde muito o lado estratégico e parte para o tático, mas ele pode ser estratégico sendo tático e tático sendo estratégico. Sem isso o nexo perde muito da sua força”, adiciona.
Nesta Era de Tesarac impera o Marketing do medo. Os profissionais de Marketing estão com medo de tomar decisões. Deixa que o concorrente faça antes e depois decide o que vai fazer. “Muita gente está tomando decisão não por ter certeza, mas para não ficar para trás. Empresas de propaganda estão criando braços digitais não porque acreditam no negócio interativo, mas sim porque se não fizerem o cliente vai para outro lugar”, ressalta Walter Longo.
Dificuldades e caminhos
O que dificulta a tomada de decisão correta e com nexo é que o próprio processo decisório está errado. “ As decisões são tomadas por dedução, por generalização, por repetição ou por intuição. Dependendo do tipo de decisão que se toma, coloca-se a empresa em risco”, diz. “Há centenas de formas para uma empresa se comunicar. E a empresa fala uma coisa na propaganda, fala outra no ponto-de-venda e esses esforços acabam sendo anulados e gera uma marca sem energia”, completa Longo.
Por isso Walter Longo acredita que o diretor de Marketing deveria se transformar num diretor de nexo. “Ele deveria ser o grande orquestrador de todas as ações. Ele deve ser o defensor, o evangelista da marca desde o jornalzinho do chão de fábrica, que deve estar em consonância com a missão e os valores da empresa”, assegura. E aqui não entra só a criatividade, embora seja muito importante. “O que necessita é um ambiente propício a criatividade, um clima organizacional que admita erro e, num momento de crise, certas pessoas não ousam por medo de errar. Uma coisa importante é que o nexo não limita a criatividade. Nexo é ter pertinência e coerência”, conclui.
Bruno Mello
Fonte: Mundo do Marketing
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04/06/2009 |
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Cada vez se houve mais e mais críticas ao posicionamento tradicional da propaganda. Seja pelo conteúdo apelativo, seja pelas promessas vazias, apoiadas apenas em preço/forma de pagamento.
Cada vez mais, o consumidor – as pessoas! – buscam o ‘valor’ das coisas. O valor das experiências.
E muitas marcas, insistem em oferecer o que o consumidor não quer mais e disfarçam sua imobilidade, seu medo da mudança, na eterna desculpa: “há anos é assim que se faz”, “todo mundo faz assim”, “isso é básico”… E vêem seu publico diminuir, se afastar para outras marcas onde encontram a experiência que procuram…
Essas marcas perguntam: ‘O que está acontecendo? porque não vendo? onde estão meus consumidores?’
Seus consumidores, estão indo atrás do que desejam e que você insiste em não oferecer!…
Acorda… :/
Por que algumas marcas são reverenciadas por legiões de fiéis?
Como o nome de um país se torna famoso por sua culinária e seus vinhos? O que faz uma marca de refrigerante permanecer jovem depois de cem anos no mercado?
Gestão da Marca ou Branding é uma disciplina acadêmica nova, mas seus fundamentos sempre foram praticados. Ícones como Harley Davidson ou Coca-Cola, Wikipedia ou Greenpeace exercem impacto imediato em nossas mentes, são logomarcas tatuadas na cabeça de milhões de pessoas! O valor deste reconhecimento ou brand awareness é, em muito casos muito maior que o valor de pontos comerciais de tijolo e cimento ou outros assets off-line.
A novidade hoje é a organização desta matéria de forma sistemática, sendo incluída em bons cursos de graduação em Marketing, Design e Administração de Empresas, ou como especialização. Um ponto que chama atenção é a franca oposição com grande parte das práticas tradicionais da publicidade, são visões bem diferentes e pouco entendidas.
A boa notícia é que: Branding is Free!* Não custa nada! E o tempo de implantação pode ser assim imediato! Como em qualquer relacionamento entre pessoas, pode ser amor à primeira vista, tipo iPhone e Twitter, ou pode durar gerações como Intel ou a cidade de Paris.
Uma marca adquire valor e conquista seu espaço na medida que se posiciona com clareza, diz a que veio, e assume esta identidade, tem um posicionamento firme ao longo do tempo e suas ações reforçam esta visão.
O oposto disto é o imediatismo, a promoção vazia, a repetição, a interrupção, que empurra preço baixo e crediário, sempre com seus benefícios mágicos, tudo feito para se vender uma única vez. Mas sem entregar valor real o cliente não volta, não se cria um ciclo produtivo positivo, são só mais coisas ou serviços empurrados goela abaixo do mercado.
Empresas com produtos ou serviços de valor precisam se destacar em seu ramo, devem ser lembradas pelos clientes e o branding bem implantado pode ser o meio de conquistar este lugar merecido.
É a premiação do ser no lugar de apenas aparecer.
* Branding is Free: o sucesso na implantação da gestão de marcas deve muito aos conceitos e práticas da Gestão da Qualidade, de Phillip Crosby, do “Quality is Free”.
Fonte: [Webinsider]