O volume de vendas no varejo brasileiro subiu 6,9% em abril, na comparação com o ano passado. No acumulado dos primeiros 4 meses de 2008 a elevação ficou em 4,5%. Quem garante é a pesquisa mensal do comercio, divulgada ontem pelo IBGE.
Boa parte da explicação para esse bom resultado está no calendário. Em 2008 a Páscoa caiu em março e neste ano ficou em abril. Não é a toa que a maior contribuição para esse crescimento foi dada pelos super e hipermercados, que se fartaram de vender ovos de páscoa, ajudados pela estabilidade dos preços e pelo aumento real da massa salarial. Também tiveram bom desempenho as lojas de departamento, os produtos farmacêuticos, cosméticos e produtos de informática e comunicação.
Por outro lado, puxaram o índice para baixo o setor de móveis e eletrodomésticos, que apresentou queda de 10% no volume de vendas e as lojas de tecidos, calçados e vestuário, cujas vendas continuam em queda. Só nesses 4 meses de 2008, a retração foi de 7,5%. Também pudera – enquanto o IPCA variou 3,1% de setembro do ano passado até abril desse ano, os preços médios das roupas subiram 6,2%, ou seja, o dobro. Materiais de construção e veículos também andaram para trás em abril.
Alguns estados tiveram desempenho ainda melhor que a media nacional, caso de São Paulo, onde o volume de vendas foi quase 10% maior e Paraná, que cresceu quase 9%. Bahia ficou bem perto da media nacional, com mais 6,8%. Já o Rio e Minas cresceram menos que a media, apenas 5,4%, assim como o Rio Grande do Sul, que avançou 2,6%. Já Brasília fez feio – vendeu menos 0,4% que em abril de 2008.
Fonte: Blog do Marinho
Bárbara é uma garota de classe média que passa a maior parte do dia na internet com os amigos mais íntimos. Ela adora pesquisar novas comunidades no Orkut, conversar no MSN e Twitter, postar fotos de sua última viagem a Disney no Flickr e ainda arruma tempo para escrever dicas de beleza no seu blog.
É uma adolescente que gera conteúdo, influencia uma determinada audiência e pode tanto falar dos benefícios de um produto especifico como do mau atendimento prestado por uma empresa.
Antes da internet, as pessoas falavam pessoalmente sobre marcas de uma para outra (one-to-one) ou entre grupos e não tinham muitos canais à disposição para deixar registrado suas opiniões sobre produtos, experiências de compras, política, esportes, piadas.
Hoje, a situação não é muito diferente, porém há mais espaços não só para falar destes assuntos como também tornar público tudo o que se escreve em blogs, fóruns, redes sociais, podcasts, wikis – um incrível banco de dados com informações úteis para estratégias de marketing.
“As pessoas buscam as redes sociais por três principais razões: elas querem se expressar, elas querem compartilhar conteúdo, conhecimento, sentimentos e de uma maneira geral, buscar entretenimento” (Alex Dias, presidente do Google no Brasil durante o seminário O Poder das Mídias Sociais, organizado pela Info Exame em março deste ano).
Fonte: Morgan Stanley Tech Trends
A evolução tecnológica na internet tem registrado experiências inovadoras no que diz respeito a integração entre produtos e pessoas. Comprar não é mais uma atividade centrada apenas em shoppings e outros pontos de comércio.
Sites que vendem uma quantidade enorme de produtos, como Amazon e Submarino, disponibilizam espaços para as pessoas postarem comentários sobre os produtos, criam sistemas de monitoramento de navegação que identificam as preferências dos usuários. São tentativas de melhorar a experiência de compra e fortalecer as vendas.
Entretanto, as mídias sociais não mudam apenas o relacionamento entre marcas e audiência. Também afetam o marketing tradicional, as métricas de relações públicas e a agenda dos meios de comunicação.
As tecnologias de mídias sociais têm potencial de transformar o modo como as empresas podem construir e gerenciar relacionamentos com os consumidores.
Quanto mais cedo for a sua adoção, melhores serão os resultados para a reputação da empresa e nas vendas.
As companhias enfrentam riscos competitivos e, se deixarem de lado esta tecnologia, não conseguirão avançar nos mercados em que atuam, de acordo com a face atual dos negócios.
As mídias sociais continuam crescendo globalmente em termos de adoção, usabilidade, interesse e impacto. É inegável como os conteúdos e informações podem transformar a maneira que os consumidores pensam das marcas e como elas deveriam ter uma interação mais direta e transparente. No entanto, as marcas ainda operam em um sistema definido pela mídia tradicional e, consequentemente, a participação ainda é pequena nas redes sociais.
O que é necessário para as marcas atuarem nas redes sociais?
A compra do Ponto Frio pelo Pao de Açúcar pode ser compreendida como mais um sinal de que os empresários brasileiros estao apostando na retomada dos negócios em padrao semelhante ao que assistimos no passado recente. O setor de eletroeletrônicos vinha passando por um período de baixa nos últimos 6 meses, especialmente em funçao da retraçao do crédito. A isençao de IPI oferecida pelo governo para alguns produtos, como geladeiras, lavadoras e fogoes, já deu um certo alívio ao comércio e começa também a afetar positivamente a indústria, que voltou a receber encomendas mais fortes. A melhoria dos indicadores econômicos permite prever uma retomada do consumo de eletroeletrônicos, especialmente pelos consumidores de classe média e de baixa renda, que interromperam, a contragosto, a tarefa de equipar suas casas.
Foi nesse cenário que o Ponto Frio, que era a 2a maior rede de eletroeletrônicos do país, passou a ser disputada por diversos grupos e acabou adquirida pelo Pao de Açúcar, que assim se credencia a brigar com o líder, as Casas Bahia, que lideravam com muita folga esse mercado. Vale lembrar que o Pao de Açúcar tem experiência no setor, por conta da rede Eletro, e possui dentro dos seus hipermercados um bom espaço dedicado a eletrônicos, eletrodomésticos, celulares e informática.
Os consumidores tendem a ganhar com o negócio. Afinal, o Ponto Frio vinha perdendo mercado nos últimos 2 anos e agora deve voltar a se expandir, aumentando o nível de competiçao. E todo mundo sabe que mais concorrência de mercado é sinal de melhores ofertas para os consumidores. O fortalecimento dessa rede também deve ser boa para a indústria e para o emprego – em entrevista concedida ontem o presidente do conselho do Grupo Pao de Açúcar, Abílio Diniz, disse que a idéia nao é reduzir lojas e sim abrir mais.
Muitos especialistas acreditam que a marca Ponto Frio, desgastada e sem um posicionamento muito nítido, deve desaparecer no médio e longo prazo, talvez substituída pela própria marca do Pao de Açúcar, a Eletro. Opiniao diferente possui Marcos Gouvêa de Souza, um dos mais importantes consultores de varejo do país, com quem conversei ontem. Ele avalia que a marca Ponto Frio é muito mais forte do que a Eletro. Além disso, em 8 estados onde a marca Ponto Frio está presente, nao há lojas do Pao de Açúcar. Ou seja, nao valeria a pena começar do zero nesses locais. Tudo isso interessa de perto as agências de publicidade que hoje atendem ao Ponto Frio, (Fala e DM9DDB). Mas nao custa nada lembrar que o Pao de Açúcar gosta bastante de trabalhar com house-agency, o que seria na visao da empresa uma forma de economizar.
Esse movimento do Pao de Açúcar evidencia a estratégia de diversificaçao de negócios do conglomerado de Abílio Diniz, que já opera, além do setor de alimentos, uma ampla variedade de produtos em seus hipermercados Extra, bem como drogarias e postos de combustíveis. O grupo tem ainda investido bastante em sua marca associada a estilo de vida saudável, a Taeq, que deixou de ser sinônimo de alimentos naturais para vender roupas esportivas, produtos de cama, mesa e banho, cosméticos etc. Por trás disso tudo haverá uma poderosa empresa de serviços financeiros, surgida provavelmente da fusao das financeiras do Ponto Frio com a do Pao de Açúcar, e uma renovada estrutura de e-commerce, reforçada pela boa equipe da pontofrio.com. Sao poucas as chances de dar errado.
Fonte: Blog do Marinho
Boa matéria e pequena entrevista com Martin Lindstrom que encontrei faz tempo na NOVAREJO.Msis uma maatéria recuperada do blog perdido…rs
Vale a leitura.
O consumidor está falando a verdade?
Seu livro está na lista dos best-sellers do The New York Times e do Wall Street Journal, e seus conselhos são ouvidos atentamente por executivos das maiores empresas do mundo com McDonalds, Procter & Gamble, Nestlé, Microsoft, The Walt Disney e GlaxoSmithKline.
Na esteira para se tornar mais um festejado guru, Martin Lindstrom, autor de “Buyology: Truth and Lies About Why We Buy” (Verdades e Mentiras Por que Compramos), tem como principal diferencial trazer uma visão mais científica sobre o ato de consumir.
Especialista em neuromarketing, Lindstrom recentemente conduziu o maior
estudo desse tipo com mais de dois mil voluntários em seis países.
“Escaneamos o cérebro e estudamos como ele reage as marcas”, explica. Em
algumas dessas “experiências”, o pesquisador descobriu que marcas como Apple e Porsche sao capazes de despertar mais emoção do que ícones religiosos. “Nao agimos de forma racional o tempo inteiro. As pessoas nunca receberam tanta informação sobre os malefícios do fumo e, mesmo assim, nos últimos três anos, o consumo de cigarros aumentou 13%”.
Como usar o neuromarketing para vender mais? “Apelando para o subconsciente”, respondeu o dinamarquês. “É lá que 85% de nossas emoções e pensamentos estão”. Os outros 15% são motivos racionais, como preço, por exemplo. Para chegar ao subconsciente do consumidor, invista nos sentidos da visão e audição, aconselhou. Ele contou o exemplo de um supermercado que, ao incluir músicas francesas e fotos do país no setor de vinhos, viu as vendas aumentarem 77%. “Perguntávamos às pessoas porque estavam comprando, elas não
sabiam exatamente. Diziam que estavam num humor francês aquele dia”, conta.
A seguir, Martin conversa conosco. Acompanhe:
NOVAREJO: Qual sua principal descoberta acerca do processo de decisao do consumidor?
Martin Lindstrom: Que somos muito mais afetados pelo subconsciente do que jamais imaginamos. Ainda, mensagens subliminares e outros sinais indiretos possuem um efeito incrível sobre nosso comportamento perante as marcas.
NOVAREJO: Se sabemos que a ação acontece de fato no subconsciente, por que é relevante para as empresas saber como a mente do consumidor funciona?
Martin Lindstrom: Não é apenas importante, mas essencial. 85% de nossas decisões são tomadas pelo subconsciente. Isso significa que os profissionais de marketing e propaganda não tem escolha: precisam entender como chegar até lá para potencializar o efeito de suas propagandas. A propaganda hoje não funciona mais – e ao usar a neurociência, estamos começando a dissolver esse desafio.
NOVAREJO: Qual o principal obstáculo para ocorrer essa dissolução?
Martin Lindstrom: Para começar, não há como perguntar ao consumidor o que ele quer, pois ele próprio nao sabe. Ele pode até se sentir impelido a responder mas não consegue dizer a verdade. Não que ele esteja mentindo – ele apenas não sabe. As empresas também tem um enorme desafio em se tornarem relevantes – somos expostos a dois milhoes de comerciais de TV durante nossa vida. Para aparecer entre tamanho volume, voce precisa ser bom, muito bom.
NOVAREJO: Por que é difícil, para alguns pontos-de-venda, criar uma boa experiência de compra? Onde estao os erros?
Martin Lindstrom: Os varejistas nao conhecem o comprador bem o suficiente. Quase a maioria de todas as lojas criadas pelo mundo foram desenhadas por homems, mas adivinhe: são as mulheres as principais consumidoras. Aí começa a primeira e mais fundamental desconexão.
NOVAREJO: Voce afirma que pequenas mudanças em uma loja – como inclusão de aroma e música – podem ter resultados excelentes. Consumidores podem ser estimulados ou desencorajados?
Martin Lindstrom: Se as coisas sao feitas de forma errada, sem dúvida. Se o som está muito alto, ou o aroma muito forte, a loja acaba repelindo o consumidor. Esses efeitos precisam ser autênticos e sutis.
Ticiana Werneck
Fonte: NOVAREJO
Estudo realizado pela Ad-ology Research mostrou que 48% dos americanos pensam que a falta de investimentos em publicidade durante o período de crise econômica indica que a empresa vai mal das pernas. É isso mesmo, para a grande maioria dos entrevistados, continuar anunciando, mesmo em momentos críticos, é sinal de que a empresa é competitiva e empenhada em fazer novos negócios.
A pesquisa confirma ainda que os consumidores que viram ou ouviram qualquer tipo de propaganda no mês anterior à entrevista, seja pela TV, jornal, rádio, mala direta ou internet, acabaram comprando algum dos produtos anunciados. Ou seja, mesmo na crise, a publicidade ainda vende. Tem mais – os clientes estão mais exigentes e com novas preocupações. Prova disso é que a maioria dos americanos está disposta a pagar mais por produtos orgânicos, sinal de que marcas associadas a uma vida saudável tendem a enfrentar menos turbulências durante a crise.
Mas mesmo com essa vontade toda de gastar, os americanos estão encontrando novas formas para economizar. Cerca de 40% dos consumidores disseram que utilizam hoje mais cupons de desconto do que há um ano. E que estarão propensos a comprar um item caro somente se o desconto for excelente.
Isso tudo reforça a tese de muitos especialistas de que os habitantes do planeta sairão dessa crise com um novo padrão de consumo. Será mesmo
Fonte: Blog do Marinho
Os economistas continuam discutindo os efeitos da crise sobre o consumo aqui no Brasil. Alguns acham que o fundo do poço foi agora no primeiro trimestre. Outros dizem que só depois do segundo trimestre é que as coisas começam mesmo a melhorar.
Para conhecer a opinião dos brasileiros a respeito desse assunto, a empresa de pesquisas GfK entrevistou no final de março 1.000 pessoas em 12 capitais, incluindo entre outras as cidades de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. O estudo mostrou que 56% dos brasileiros não tiveram sua renda afetada pela crise. Mesmo assim, cerca de 70% reduziram gastos com entretenimento, 67% economizaram no celular ou no telefone fixo e 64% fizeram comemorações festivas mais modestas. Por outro lado, apenas 20% adiaram tratamentos médicos, 18% cancelaram TV por assinatura ou acesso à Internet e 38% baixaram as despesas com alimentação.
Isso significa que os gastos mais importantes foram preservados. Afinal, o poder de compra dos consumidores não foi tao afetado quanto a disposição de comprar, essa sim influenciada pelas más notícias da economia. Prova disso é o crescimento de 3,8% nas vendas do varejo registrado no primeiro trimestre do ano, na comparação com 2008, de acordo com o IBGE. A tendência é que as melhorias nos indicadores econômicos tragam resultados mais animadores já no segundo trimestre desse ano.
Fonte: Blog do Marinho
Segundo o IBGE, as vendas no comércio brasileiro cresceram 3,8% no 1o trimestre de 2009, na comparação com 2008. Um dos maiores destaques do período foram os supermercados. Dados divulgados pelo Latin Panel confirmam o avanço das redes de auto-serviço em nosso país – entre janeiro e março desse ano as famílias brasileiras ampliaram em 11% o volume de compras de alimentos e de produtos de limpeza. A cesta de bebidas cresceu 7% e a de higiene e beleza teve aumento de 6%. As classes D e E foram as que mais contribuíram para esse resultado, tendo subido em 9% a quantidade de produtos adquiridos no 1o trimestre. A classe C elevou o volume de compras em 8% e as classes A e B em 6%.
Esse resultado tem estreita relação com a elevação da renda dos brasileiros e o reajuste no salário mínimo. A retração no crédito, que prejudicou o consumo de bens duráveis, também contribuiu para o bom desempenho dos não duráveis – com menos prestações para pagar sobrou mais dinheiro para gastar nos supermercados. Para se ter uma idéia do bom momento que vivemos, basta dizer que, de acordo com estudo da TNS World Panel, feito em 11 mercados da Europa, Ásia e América Latina, o Brasil é o terceiro colocado em expansão de volume de compras de não duráveis, atrás apenas da China e Polônia, considerando o intervalo de março de 2008 a fevereiro de 2009.
Outro movimento que tem impulsionado os produtos não duráveis é uma nova onda encasulamento. Curiosamente, em nosso país o lazer domestico está em alta. O número de lares que assinam os pacotes de TV por assinatura e internet banda larga, combinados, cresceu 140% entre janeiro e dezembro de 2008. Com tanta diversão dentro de casa, não admira que itens como sorvetes tenham aumentado o volume de vendas em 14% e os salgadinhos tenham subido 15%.
As marcas que mais se beneficiaram deste ciclo de prosperidade são as de preço intermediário, que passaram de 38% de participação em 2008 para 40% neste começo de 2009. As marcas premium perderam participação (de 35% para 32%) e as de preço baixo se mantiveram estáveis.
Fonte: Blog do Marinho
Encontrei esse artigo e ‘bateu’ direto em mim! Já fazem 8 anos que comprei essa idéia. Com a diferença que segundo o artigo eu seria um free-lancer , e não um home officer.
Mas no fim os problemas são os mesmo:
Disciplina para administrar o tempo.
Manter-se fora da rotina diária da casa.
Manter-se atualizado e convivendo com colegas, parceiros de trablho e fornecedores.
Manter-se motivado.
Sempre acreditei nesse modelo de trabalho. E creio que, cada vez mais as empresas incentivem e ofereçam essa opção aos seus funcionários. Claro, aqui no Brasil, precisamos ainda que o empresariado entenda as vantagens e perca o hábito de acompanhar o seus funcionários, passando a acompanhar o trabalho deles. Mas, chegaremos lá, uma vez que vale a pena para todos os envolvidos.
Você quer ser um teletrabalhador? Talvez não, o nome não soa muito bem. Mas pode autodenominar-se um telecommuter. Se esse termo em inglês ainda não lhe agrada, talvez a terceira opção seja a ideal: home officer. Ou até chief home officer.
Quando raiava o sol da nova economia, em meados da década de 1990, o norte-americano Daniel Pink, autor de livros como Free Agent Nation, O Cérebro do Futuro e o recente The Adventures of Johnny Bunko, em forma de mangá, proclamava que todo mundo (pelo menos, todo norte-americano) trabalharia em casa e seria feliz. Não apenas seria um home officer, mas também um free agent, ou free-lancer, sem vínculo empregatício algum. Contudo, no estouro da bolha das ponto.com, o telecommuter por conta própria passou a ser visto como um desempregado que fazia bicos ou, na melhor das hipóteses, um terceirizado explorado. E o telecommuter contratado pela empresa simplesmente desapareceu; voltou para dentro da empresa com temor de perder o emprego.
Agora, em plena crise econômica global e nas vésperas do que, supõe-se, será o estouro da bolha industrial, o home officer parece voltar ao centro das atenções de quem traça tendências. Pelo menos, foi o que detectou o radar de tendências da prestigiosa revista Wired, em texto assinado por Brendan Koerner.
Referindo-se principalmente ao home officer que trabalha em casa como empregado de uma empresa, não ao autônomo, Koerner afirmou que as preocupações com a mudança climática e o consequente desafio mundial 80/20 – de reduzir 80% das emissões de gás carbônico em 20 anos – podem ser um importante alavancador do telecommuting. Afinal, trabalhar em casa é uma maneira simples e barata de poluir menos, porque, além de tirar da rua o carro de cada home officer, resolve a potencialização da poluição pelo trânsito paralisante.
O articulista da Wired propôs, assim, que as empresas acabem de uma vez por todas com seus escritórios, da forma como existem hoje. Em nome do planeta. E arrolou os seguintes itens como argumentos para convencer empresários e executivos da tese:
• Custo de transporte. É a deixa dos números para as empresas expandirem seus programas de telecommuting. Koerner criticou o fato de “apenas” 40% das empresas norte-americanas terem um programa do gênero e lembrou que isso se deve à mentalidade arcaica do comando e controle, que não
condiz com o trabalhador do conhecimento existente hoje. Segundo ele, os gestores se perguntariam algo como “e se os funcionários ficarem jogando Campo Minado no computador e comendo salgadinhos?”.
• Motivação. Pesquisadores da Pennsylvania State University analisaram 46 estudos sobre telecommuting conduzidos por duas décadas com 13 mil funcionários e concluíram que o trabalho em casa tem efeitos favoráveis sobre o trabalhador em autonomia percebida, conflito trabalho-família, satisfação com o trabalho, desempenho, intenção de manter-se no emprego e estresse. O único impacto desfavorável demonstrável foi a piora no relacionamento com os colegas de escritório, geralmente por inveja destes.
• Globalização do fenômeno. Koerner apontou uma base geográfica para a tendência, para não parecer que se restringe a norte-americanos, observando que até a região Ásia-Pacífico começa a embarcar nessa onda. Em 2008, 81% dos gestores (numa pesquisa encomendada lá pela Avaya) apostaram que trabalho em casa aumenta produtividade, ante 61% em 2005. Esse salto é atribuído a novas tecnologias como o sistema de videoconferência LifeSize Express e serviços baseados na web como o Glance, que permite que pessoas distantes entre si compartilhem o desktop.
• Possível esgotamento do modelo de escritório tradicional. Esse formato de escritório seria um buraco negro de interrupções, adiamentos e politicagem que faz mal para a alma de cada profissional. Segundo uma pesquisa da UC Irvine, as interrupções e trocas de tarefas no ambiente convencional acontecem cada 3 minutos.
Se a nova tendência se firmar, ela representará um desafio particular para as empresas do Brasil. Aqui o home office nunca decolou. Ou porque as pessoas se sentem mais vulneráveis com ele –por exemplo, a IBM permite que os funcionários trabalhem em casa, mas pesquisas da empresa revelaram que os funcionários têm medo de ausentar-se do escritório e perder visibilidade.
Ou pelo espírito gregário típico dos brasileiros. Naturalmente, o conceito de home office é dirigido a trabalhadores do conhecimento, não a operários de chão de fábrica ou balconistas de loja. Mas no cenário cada vez mais comum das indústrias 100% automatizadas, entregues aos robôs, e do varejo primordialmente online, quase todo trabalhador será um trabalhador do conhecimento.
A chave é a disciplina
Em todo home office existe um caos potencial para o home officer. Filhos, cachorro, empregada e campainha podem interromper o trabalho facilmente e desconcentrar quem o executa. Pode-se dizer até que filhos, cachorro, empregada e campainha são “custos fixos” –e indisciplináveis.
Porém, há o outro lado da moeda. O filho poder chamar o pai, ou a mãe, para cantar a música que aprendeu na escola pode ser visto como um fringe benefit, não como custo. E, assim, passa a ser um fator motivador em vez de atrapalhar o progresso do trabalho. Além disso, concentração é, sobretudo, treino –e você tende a aumentar sua capacidade de se concentrar trabalhando em casa. Os dois passos fundamentais de um home officer são separar fisicamente o ambiente de trabalho e estabelecer uma rotina. E ele também precisa aceitar os eventuais desvios que se façam em relação a ela, porque desvios aconteceriam dentro de uma empresa igualmente. É importante ainda que cada teletrabalhador encontre uma maneira própria de se comunicar com o mundo exterior –pode ser pelo programa MSN, por um blog, em telefonemas, ou com reuniões marcadas em frequência no mínimo semanal–, a fim de combater uma possível sensação de isolamento.
Vale fazer duas observações importantes:
1. Profissionais em início de carreira não são os melhores candidatos a um home office, por estarem na fase do aprendizado inicial, mais intensivo.
2. Profissionais experientes não podem abandonar suas práticas de reciclagem contínua ao passarem
a trabalhar em casa –isso acontece com frequência, infelizmente. Devem aproveitar a internet e os cursos e seminários avulsos para promover seu aprendizado informal.
Adriana Salles Gomes
Fonte: HSM
Essa mensagem vem sendo cada vez mais, repetida por empresas e instituições de todas as áreas.
Fume menos – melhor, nem fume! Beba menos! Coma menos! Compre menos! Gaste menos! Reaproveite! Recicle! Renove!
Parece que principalmente as grandes corporações perceberam que no ritmo atual, as fontes secarão à médio prazo. Com isso, o melhor é ’segurar’ a ganância e buscar perpetuar o mercado consumidor, elevar a lucratividade por venda – reduzindo custos, preferencialmente sem reduzir salários, pois isso implicará em redução de mercado… – e ‘educar’ o mercado a consumir sem destruir – o meio ambiente ou à si mesmo.
Na minha opinião são inciativas salutares. Principalmente campanhas amplas, que atingem todas as classes sociais. Temos de levar em consideração que não existe na maioria das famílias brasileiras uma tradição em ensinar as crianças a cuidar do dinheiro. Até porque, na maioria das famílias, dinheiro é coisa escassa…
Comentário do Marinho, hoje no blog, sobre o novo programa de educação financeira da Mastercard.
Hoje de manhã a Mastercard apresentou para a imprensa seu novo programa de educação financeira, chamado “Consumidor Consciente”. A empresa de cartões de credito, que antes só se preocupava em estimular as pessoas a comprar, agora oferece aplicativos para o controle das finanças pessoais, informações sobre economia, um glossário para que os consumidores entendam melhor contratos e financiamentos, orientações sobre como evitar dividas e dicas sobre o uso responsável do dinheiro. Tudo isso estará à disposição em um site na internet, o www.consumidorconsciente.org, e também em redes sociais como o Orkut, o Facebook e o Twitter.
Mas consumo consciente não é preocupação exclusiva da Mastercard. Nesta segunda-feira, o Banco Itaú promoveu um seminário sobre esse mesmo assunto em SP, com o tema “como alcançar a independência financeira.” Desde 2004 o banco possui um programa de Uso Consciente do Dinheiro e em 2009 disponibilizou 4 novas cartilhas sobre o assunto em seu web site. Outras empresas do setor seguem o mesmo caminho.
É curioso notar como as instituições financeiras seguem a trilha de outras indústrias, como a de bebidas e cigarros, e usam como estratégia de marketing o posicionamento de apoiar o consumidor e recomendar o uso moderado dos seus produtos. Não deixa de ser um sinal dos novos ventos que sopram nos horizontes globais.
Fonte: Blog do Marinho
O desenvolvimento econômico do País nos últimos dez anos não modificou apenas os negócios das empresas e a renda das famílias como também os hábitos e comportamento das pessoas, e não só na hora da compra. Os consumidores passaram a ter novas conquistas e anseios por produtos que antes não imaginavam ter a possibilidade de adquirir, e esse novo cenário obriga o mercado a se adaptar a essa nova realidade, seja com novos produtos ou com uma comunicação diferente. Esse perfil do consumidor brasileiro foi o foco do estudo realizado pela Limo Inc. e apresentado ao mercado através do documentário “Breakonsumers “.
“Queríamos realizar um trabalho que mostrasse o próximo passo do consumidor e que fosse além de uma abordagem sobre o desenvolvimento sócio-econômico no Brasil ou que revelasse a nova classe C “, afirma Laura Chiavone, diretora-geral da Limo. A pesquisa revelou que a melhora econômica do País nos últimos anos aproximou o comportamento das pessoas que integram as classes A, B e C , e também aumentou o poder de escolha das marcas para 85% das pessoas entrevistadas – seja pelo maior poder aquisitivo ou pelo maior número de opções presentes nas prateleiras.
Através dos resultados obtidos no estudo, a empresa classificou o consumidor brasileiro em três níveis: estáveis, que são os que buscam a manutenção do seu status quo e do seu emprego a qualquer custo e não procuram grandes mudanças de vida ; emergentes, são as pessoas insatisfeitas, que estão se beneficiando do atual momento do Brasil para crescerem e que creditam o sucesso a um esforço próprio ; e o engajados, que enxergam o momento atual como um fator importante para a transformação pessoal e coletiva, e que possuem mais afinidade com consumo cultural e responsabilidade sócio-ambiental .
“As pessoas têm mais consciência do que podem ter acesso, o consumo não é mais novidade para eles“, diz Laura.
Desafios para o mercado
O estudo da Limo detectou ainda que o aumento no consumo aliado ao boom de novos produtos colocados no mercado provocou um anseio por parte dos consumidores por mais orientação daqui pra frente. “Com o desenvolvimento econômico houve um crescimento desenfreado em compras, e agora as pessoas querem informações sobre tudo aquilo que ela adquire “, afirma a diretora-geral, ao comentar sobre as mudanças na comunicação das empresas nesse novo cenário.
Para realizar o estudo, a empresa realizou uma pesquisa qualitativa que reuniu 30 entrevistas etnográficas e com especialistas na cidade de São Paulo, além de uma pesquisa quantitativa com 2.016 pessoas das classes A, B e C com idades entre 15 e 50 anos de seis grandes capitais do País.
Veja mais dados:
Você acha que nos últimos anos você se tornou uma pessoa mais exigente ?
Sim – 80%
Continuo igual – 20%
Quais as coisas que mais te surpreenderam na vida ?
Poder comprar mais do que você imaginaria que pudesse – 36%
Estudar mais do que você imaginaria que pudesse – 34%
Saber mais do que você imaginaria que pudesse – 46%
Sonhar mais do que você imaginaria que pudesse – 35%
Você se considera uma pessoa :
Classe Baixa – 32%
Classe Média – 64%
Classe Alta – 4%
Comparando hoje com 10 anos atrás, você acha que no mercado existem mais opções de compra ?
Sim – 85%
Não – 15%
E você acha que isso facilita a sua vida ? Por quê ?
Tem mais opções de compra e escolha – 63%
Fabricantes melhoram qualidade do produto – 26%
Existe competição no mercado/ Tiram o monopólio das empresas – 13%
Quando você vai ao mercado fazer compras, você :
Compra sempre as mesmas coisas – 35%
Costuma arriscar comprando novas marcas – 65%
O que você acha que é ter sucesso ?
Ter muito dinheiro – 11%
Ser uma pessoa admirada – 36%
Ter uma carreira sólida – 53%
Você gostaria de ser famoso ?
Sim – 23%
Não – 76%
Qual seria o maior luxo pra você ?
Ter mais tempo livre – 14%
Comprar mais coisas – 16%
Viajar e conhecer novos lugares – 37%
Ser eu mesmo – 23%
Nunca deixar de estudar – 10%
A que você credita questões como alcoolismo, obesidade e anorexia :
Falta de informação – 32%
Fraqueza – 27%
Falta de uma família ou um lar – 25%
Falta da presença de Deus – 25%
Mídia e propaganda – 19%
Problemas de cada uma – 19%
Desemprego – 15%
Falta do que fazer – 12%
Assista um trailer do documentário Breakonsumer. A íntegra do documentário será apresentado no dia 22 de outubro, as 19h30 no Auditório Eva Herz, da Livraria Cultura da Paulista, São Paulo.
UAU! Que transformação. Um novo Brasil, se mostra no horizonte e PARECE que vai pra frente, agora.
Preste atenção nos números e cruze as informações com outros numeros disponíveis e podemos concluir algumas coisas…
O novo consumidor , não quer produtos de segunda. Quer marcas conhecidas e prestigiadas. Ele é exigente. A exigência dos que ‘agora podem ‘. Ao mesmo tempo que prestigia marcas conhecidas, o Breakonsumer, EXPERIMENTA! Testa novas marcas e verifica se elas cumprem o prometido. E critica mais. Buscando oferecer a marca a possibilidade de atingir o padrão desejado.
Vide o crescimento das marcas próprias de supermercados e de marcas nacionais atreladas a montadoras de eletrônicos.
Muito importante também, o breakonsumer começa a consumir cultura, a pensar mais na educação dos filhos – e dele próprio – como condição essencial para manter as conquistas.
Muito bom, finalmente, verificar a sociedade brasileira evoluindo e fazendo da melhora econômica, melhora social e individual.
A Limo começa a comercializar a pesquisa em 20 de novembro.
Fontes: Meio & Mensagem, BlueBus, Blog do Marinho, CCSP