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Growth Hacking está chegando...

O que é Growth Hacking?… Em uma palavra? Pressa!

Podemos dizer que é uma maneira de pensar, uma técnica que surgiu no ambiente de startups no vale do Silício.

A expressão hacking aqui, está associada a hacker. Mas não com a entonação errada que costumamos ouvir. Hacker não é o cara que invade o seu computador. Esse é o Cracker. Hacker são usuários muito habilidosos, curiosos, capazes de contornar problemas e barreiras de maneira criativa e rápida. Normalmente, hackers são “do bem”.

É esse o sentido usado em growth hacking.

Crescimento com habilidade, criatividade e velocidade. E pouco dinheiro. 🙂

Growth hacking não é marketing… Ele vem antes do marketing. E está associado diretamente ao período de desenvolvimento da startup, do seu produto ou serviço e ao meio digital. Embora alguns digam que é o futuro do marketing. Essa discussão, fica pra uma outra vez…

A função básica é aumentar. Aumentar muito e rápido o número de usuários de um produto ou serviço. Vender, vender, vender. Estabelecer uma metodologia que faça crescer e mantenha esses números. Enquanto executa outras ações para dar saltos de quantidade – que muitas vezes não são possíveis de manter totalmente, mas que deixam sempre um valor devido ao buzz.

Tudo isso, com baixo orçamento.

A ênfase no baixo investimento é inerente a origem do growth hacking nas startups, onde a grana pra investir é pouca e a necessidade de crescer os números de usuários, de clientes e de vendas, é urgente! Crescimento pequeno pode significar a saída da aceleradora, a perda de investidores e até o pior…

Mesmo no Vale do Silício, onde a expressão surgiu em 2010, temos poucas centenas de profissionais. Aqui no Brasil, é ainda muito mais uma expressão que uma realidade.

Qual o perfil de um growth hacker?

Deve ser essencialmente criativo, para pensar em novas formas de converter públicos em usuários e clientes. Deve conhecer o mercado, entender como o consumidor se comporta. Ele não precisa ser programador. Mas deve ter o conhecimento necessário para entender as técnicas de SEOSEM, questões ligadas a mecanismos de busca e como otimizar um site para eles. Precisa ter intimidade com dados, análises e métricas, para poder criar estratégias via a resposta dos números a suas ações. Analisar e entender a performance de cada ação para avaliar a continuidade ou mudança. Mas, acima de um conjunto de habilidades, growth hacking é um modo de pensar. Buscar alternativas, para tracionar cada vez mais rápido a startup! Esse é o pensamento mestre.

Assim como o designer, o growth hacker deve preferencialmente, participar do desenvolvimento da ideia, da startup, produto ou serviço. Quanto mais cedo, mais possibilidades adaptar o produto para estratégias de crescimento rápido. Quanto mais conhece o produto ou serviço, mais fácil de desenvolver estratégias novas e diferenciadas para o seu incremento.

Na prática, as ações do growth hacker seguem por alguns caminhos. Criação de conteúdos virais. Sejam posts, videos, textos, fotos. O importante é que os usuários existentes, compartilhem para novos possíveis usuários! Estratégias de SEM. Links patrocinados – FacebookGoogle… Anúncios em mídias de apoio, trocas de publicidade com outros serviços, marketing de afiliadosMarketing de conteúdo. Posts, infográficos, videos. Quanto mais exposto, explicado, detalhado o produto / serviço, mais atenção ele chama, mais possibilidades de converter um visitante em usuário ou cliente. Marketing de relacionamento. Listas de emails, material especialmente criado para os que se cadastram. Atenção para os pontos de contato com o usuário. Campanhas que aumentem a conversão de cada usuário. SEO. Infraestrutura do site preparada para estratégias escaláveis, aplicadas a várias páginas e não apenas um grupo de palavras chave. Tudo isso misturado com muita criatividade, experimentação e métricas para verificar o andamento das coisas.

Interessante, né?

É um mercado que tende a crescer, devido a sua caraterística de velocidade nos resultados. É uma função estratégica que, acredito, vai invadir com força as empresas maduras. Afinal, resultado rápido é o sonho de todas as empresas. independente da “idade”.

E o designer com isso?

Toda vez que ouço falar de uma nova função ou posição no mercado, fico imaginando se um designer se encaixaria no perfil… Mania.

Designers podem ser bons growth hackers?

Eu acredito que sim, quando o designer tiver um posicionamento mais estratégico. Trabalhar com pressão, pensar em novos caminhos, experimentação, mudanças de rumo, acompanhamento de resultados, mais mudanças, novas experimentações. Resultados! É um pouco da vida de quem trabalha com estratégias…

Conhecer bem produto, serviço e mercado com o qual está trabalhando e os consumidores, usuários e seus comportamentos são fundamentos básicos para designers.

Resta reunir os conhecimentos necessários para poder se mover bem no meio digital. Como a maioria dos designers que eu conheço tem uma “taxa geek” acima de 50%, creio que isso também não seja problema. 😉

Eu vou e recomendo todos a ficarem de olho no desenvolvimento do growth hacking por aqui. Tem tudo para invadir as empresas maduras, contando com verbas melhores e buscando resultados maiores. Como, primariamente, busca oferecer resultados rápidos com baixo investimento, tem tudo pra conquistar os CEOs mais céticos.

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