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Conversa afiada...

Nas últimas semanas rolou uma conversa dentro de um projeto do qual estou participando, que fiquei com muita vontade de dividir com vocês. Trata-se de um evento, onde teremos um painel reunindo TI e Publicidade. Quando fui convidado a auxiliar no “recrutamento” de participantes para o painel, estranhei um pouco o “publicidade”. Creditei ao costume das pessoas de reunir tudo dentro desse leque:  design, propaganda, divulgação, comunicação, marketing… Cabe tudo no guarda-chuva “publicidade”.  Tudo se resolve numa “agência de publicidade”! :p

Bem, para buscar por participantes, fiz um convite público nas minhas redes, sobre o tema. Recebi várias respostas e reuni os mais interessados. Fiz a ponte com a coordenação do evento. A partir desse momento, houve uma conversa, que partiu da proposta de definição de um tema central para o painel – que eu não defendo, pois considero mais interessante que se faça um painel dos variados pontos de afinidade entre TI e publicidade.

Queria dividir esse dialogo com vcs. Não vou identificar os autores dos textos, porque isso não é relevante. Creio que o importante é o contexto e o desenvolvimento do tema.

Proposta de linha temática para o dito painel sobre TI e Publicidade, propõe cinco mini-palestras de vinte minutos cada, com mais meia hora de debate no final, envolvendo o publico e os palestrantes sobre os temas abordados.

“Se a publicidade se tornou, tanto no sentido econômico quanto cultural e ambiental (muita “psico-poluição”!), o principal e gigantesco motor da grande rede sociotécnica que é a Web, que tecnologias/aplicações/ideias fariam sentido, tanto para a visibilidade, quanto para um fluxo de valores mais positivos para a pessoas e empresas?”

“Sobre o tema que você propôs, vou esperar que o povo todo se manifeste mas, não vejo a publicidade como motor. Muito menos gigantesco. O marketing e o design – são os grandes motores de toda a movimentação de negócios, gestão, inovação e criatividade. Empresas, instituições, pessoas; que não são ou não estão se tornando guiadas pelo design, não conseguem inovar.  Não conseguem se horizontalizar.  Não conseguem se adaptar as mudanças impostas por um mercado que já é orientado pelo design pelo lado do consumidor (seja B2C ou B2B). 

Até pq o publico, o consumidor, não acredita mais em publicidade, no contexto de “eu sou o melhor”, “meu produto é superior”. O publico hoje, experimenta, ouve o “outro”  – seja conhecido ou não, informa-se e pesquisa para saber sobre um produto. Quer as histórias de quem usa, quer saber a origem e quem está “entregando” aquele produto…

Publicidade, tornou-se essencialmente um canal. Um massificador de histórias. 

Se não houverem boas histórias, a publicidade não consegue mais convencer só pela forma.

Você vê que, o próprio publico de “publicidade”, trouxe temáticas de marketing e design…”

“Hmm.. O que eu quis dizer foi o seguinte: os “monstros”, Google, Facebook etc. vivem de quê? Sobre o que esse poder de fogo, inclusive financeiro, se baseia? Sem falar nas diferentes formas de “monetização” de apps e outras “gratuidades” etc. Eu sinto também que toda a cultura contemporânea tem forte influência publicitária (linguagem, estilo, valores). A gente nem nota mais. Por exemplo, por que os filme atuais precisam ter cortes tão rápidos? Por que um show de música tem que ter uma embalagem quase sempre “atordoante”? Etc.”

“O que sustenta google e facebook não é publicidade. Atuar em links patrocinados é muito mais marketing do que publicidade. Marketing no meio digital. Publicidade é um ataque direto a sua intenção/necessidade de compra. O marketing, principalmente no meio digital, está mais focado em “chegar na frente no atendimento a sua necessidade”. Ele não quer inicialmente, te mostrar coisas novas . Ele quer “adivinhar o que vc procura”… Muito mais técnico.  

A questão da velocidade é mais antropológica até. É o mundo que vivemos. Tudo é muito rápido. Estamos inundados de informação, de fontes, de possibilidades. Cortes rápidos é o que fazemos durante todo o dia. De uma rede para outra, de uma fonte para outra, da tela para o “ao vivo”. De volta pra tela. Até que tudo se confunde e já não nos importamos muito. Cíbridos.

Não se reconhece nessa imagem? Normal… Ninguém faz nada mais, focado nas gerações acima de 35 anos. Todo o entretenimento, todo o broadcasting é para as gerações X e Y. No ritmo deles. Por que? 

Porque eles são os grandes early adopters. Eles estão sempre em busca de algo novo, que promete ser melhor, que promete ser superior. Que tem uma HISTÓRIA melhor. Estão atrás de novidades e formam um mercado de muito movimento.

É marketing. Neuro marketing e outras maluquices do gênero. Propaganda e publicidade são ferramentas, canais, para divulgação e fixação da marca, seus produtos e suas histórias. Importantes ferramentas para o planejamento e o marketing. O desejo, a geração de desejo, não acontece mais somente pela forma. É preciso conteúdo. Ninguém compra Samsung só pelo fato de ser Samsung. Compra pelo que a marca representa em tecnologia, em história de inovação. Nem mesmo a Apple está apoiada na pura forma. Ela oferece diferenciais ( facilidade de uso, simplicidade, foco na utilização ) e usa para criar essa quase religião. Como? marketing. bem feito. profissional. Guiado pelo design.

Onde está o design? Na própria elaboração das estratégias. Os maiores grupos de planejamento e marketing do mundo, tem um designer na sua equipe de projeto. Sim, no projeto, não só no layout. Desde o início.

A maior subutilização que se pode fazer de um designer, é não inclui-lo no projeto desde o início e não ouvi-lo. 

Prejuízo certo para empresa.

O marketing é o conquistador! O design é a luz pra ele enxergar o caminho. A publicidade, está no cinto de utilidades entre diversas outras ferramentas. Todas muito importantes. Essenciais.

Enxergar e saber quando usar as ferramentas do cinto de utilidades é o grande desafio do marketing.

Compliquei?… É.

Mas nada mais é simples. Vivemos num mundo de 7 bilhões de pessoas (e subindo…)!  Se você está enxergando algo com simplicidade, se está qualificando alguma coisa como simples… Cuidado. 

Ou você não olhou direito ou quem está te “mostrando” isso, caprichou na produção!  ;)”

Creio que faltou aqui uma citação, um comentário, sobre a questão de monetização em apps, sites de serviços, etc. Monetização é publicidade? Se a gente olhar muito por alto, pode dizer que sim. Mas, se repararmos que o anuncio segue a nossa utilização do app, do site ou se o app / site solicitar que vc faça login nas suas redes sociais, ou numa conta google… então pode ter certeza que não serão anúncios aleatórios, não serão anúncios de uma marca especifica, mas um trabalho de tentar te oferecer exatamente o que vc quer.

É marketing.

Eu não sei se o papo vai parar aí.
Espero que não.
Se continuar, eu trago pra cá.  🙂

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