Construir uma marca.
Basta um conceito, uma palavra e um desenho?
Não… Marcas, são construídas por pessoas. Por ações, pela criação de uma rede; onde alguns irão defender, divulgar, propagar uma idéia ou um valor para muitas outras pessoas que vão – ou não – segui-las, defendê-las, divulgá-las, propaga-las.
Assim, surge uma marca. Forte. Consistente. Duradoura. Vencedora.
A questão é… quem são essas pessoas, que vão dar partida nas ações; na criação da rede?
Você. A marca é sua. O conceito, foi escolhido, aceito,decidido por você.
Você é o ponto de partida.
E a primeira onda são seus funcionários. Seus colaboradores.
Quem tem uma boa equipe, alinhada com os conceitos da empresa, que entende, aceita, defende, divulga, propaga esses interesses; tem muito mais chances de construir uma marca forte.
Mas como conseguir isso?
Existem muitos passos nesse caminho. Começa por contratar certo. Saber escolher não só pela expertise, mas pelo conjunto. Características pessoais e culturais para a função que a empresa precisa.
Prossegue por transmitir a esse(s) funcionário(s) os valores da marca. O que ela quer representar para a sociedade, para os clientes. Quais os níveis e fatores de relacionamento esta marca vai oferecer. Quais as experiências sua marca quer proporcionar.
Por que o seu funcionário é linha de frente na divulgação de sua marca.
É ele vai mostrar ao seu cliente, como sua marca, sua empresa é diferente.
É ele que vai criar a nova onda de divulgação da sua marca.
Então, entenda-se com ele. Faça com que ele entenda você, sua empresa, seu objetivo, sua marca.
Ou então… a onda para em vc.
Sabe aquela coisa, de jogar a pedrinha na água… seus funcionários, são a primeira das ondas. a menor… deles, virão as ondas seguintes, cada vez maiores…
Quantas serão? Onde chegarão?
Vai depender em muito também, do ‘peso’ da sua marca, dos seus valores…
Das experiências e dos conceitos que ela carrega.
Mas não esqueça que, por mais ‘peso’ que ela tenha, se a primeira onda falhar…
Você leu até aqui e pensou…
"Que conversa, hein… Funcionários estão interessado somente no salário e no horário de trabalho. Assim como clientes estão interessado somente em preço..."
Será? Você está certo disso?
Não quer pedir ajuda às cartas? Ao auditório? Aos universitários?
Sua marca, como anda?
Ah! Você não tem uma marca… tem uma ‘loja’, uma ‘empresa’… hum! Entendi…
Excelente artigo do Mundo do Marketing, falando sobre essa questão de escolha de colaboradores e funcionários.
A marca é, sobretudo, cultura e dinâmica de relacionamentos. É o jeito de ser e de fazer de uma empresa. Nesse contexto, o público interno desempenha um papel fundamental na sua geração de valor, pois são os funcionários que devem atuar o tempo todo de acordo com os atributos de cada marca para realmente consolidar o que promete entregar. Trata-se, assim, de uma escolha estratégica da organização, baseada em suas crenças e objetivos, que será vivida coletivamente e refletida em todas as ações no dia a dia da empresa.
Funcionários engajados e que compartilham as mesmas crenças e valores da organização são essenciais para aumentar a satisfação dos clientes, gerando resultados sustentáveis para os acionistas. No entanto, ter a maioria do público interno formada por pessoas muito parecidas, que pensam e agem da mesma forma, pode comprometer a diversidade de idéias, fundamental para a riqueza e performance da empresa. É preciso buscar uma identificação entre o indivíduo com a missão e os valores da instituição, sem perder a riqueza da diversidade. Mas, como?
Num primeiro momento, é necessário adequar os processos de contratação para ver se ele se baseia apenas nas competências técnicas ou se levam em consideração também as crenças e a bagagem cultural dos seus colaboradores. Esse é um ponto importante que revela como a organização percebe e trata a questão desde o início de sua relação com os seus colaboradores. Por outro lado, é preciso fazer o caminho inverso e identificar a motivação e os fatores de atratividade da empresa que levam os profissionais do mercado a procura-lá. Dentre as inúmeras razões, indicarei duas essenciais: convicção e conveniência.
Existem aqueles que são atraídos por algo em comum, normalmente representado por uma causa, valores e/ ou desafio da empresa. Para essas pessoas, fazer parte da organização é contribuir para algo que ambas compartilham. Engajam-se mais rapidamente e sua atuação é mais destacada, pois a entrega é mais forte e mais verdadeira. Esses são os funcionários que acreditam, fazem acontecer e entregam a promessa da união. Temos também aqueles cuja presença na empresa está relacionada à necessidade, de caráter financeiro. São pessoas que encontraram uma oportunidade e sua atuação está condicionada ao mínimo necessário para se manter no emprego. Esses são os funcionários que estão juntos, mas por conveniência.
Em ambos os casos, a atratividade de marca influenciou na escolha, seja por passar valores e desafios compartilhados ou por passar condições de emprego adequadas aquele indivíduo. No entanto, é certamente no segundo público que o desafio da vivência da marca é maior, pois exige o trabalho de engajamento por pessoas que não estão totalmente em sintonia com a missão e as ambições da empresa.
Mais do que estar alinhada com os valores da marca, a busca por funcionários deve preservar as diferenças e priorizar aqueles que estão em sintonia com os nossos tempos e abertos para evoluir, tem vontade de “ir além”. Afinal, se é a partir do público interno que se constroem as interações com fornecedores, clientes e acionistas, ele tem de estar aberto ao novo e ao diferente para que a evolução nunca pare e a dinâmica da geração de valor seja maximizada a partir do interesse de todos. Portanto, a missão é de todos. É desse jeito que se constrói uma marca: Juntos.
Fernando Byington Egydio Martins
Fonte: Mundo do Marketing
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