Falando em vender produtos e entregar emoções….

No mercado de commodity é difícil para uma marca se diferenciar pelo simples fato de que a concorrência oferece o mesmo produto. Por isso, é cada vez mais necessário que as empresas deste setor ofereçam um diferencial emocional para o consumidor para que se crie um vínculo com eles. Neste mercado, as marcas consideradas mais fortes levam vantagem sobre as outras porque normalmente são elas as primeiras a apresentarem o produto ou oferecerem os mesmos de forma mais simples, explicativa ou com maior valor agregado.

Sabendo da dificuldade de se diferenciar, a Suvinil buscou o relacionamento com o consumidor e também com formadores de opinião, a fim de dar credibilidade à imagem da empresa. Por isso, a Suvinil patrocina a Casa Cor – mostra de arquitetura, decoração, design e paisagismo – que, de acordo com Fernanda Dall’Orto, Gerente da marca, está totalmente alinhada ao posicionamento da empresa e sempre fará parte do calendário da Suvinil.

Se no mercado em geral o vínculo emocional entre marcas e consumidores já é de suma importância para o sucesso nas vendas, quanto o assunto é commodity este vínculo deve ser elevado ao cubo, segundo Karina Milaré, Diretora de Planejamento da TNS Research International. Este é o principal desafio das empresas que compõem este mercado e será preciso mais do que uma simples ação de Marketing para diferenciar grãos de arroz de marcas diferentes.

Produtos iguais para consumidores diferentes

Num mundo em que muitos produtos acabam ficando commoditizados por não desenvolverem grandes diferenciais, a marca líder provavelmente foi a primeira que apareceu no segmento, entregou um diferencial de produto ou ainda criou uma conexão emocional que fez o consumidor despertar para a marca, segundo Karina, da TNS. Mas, as empresas que chegaram “atrasadas” não precisam perder as esperanças. “Para ganhar espaço no mercado de commodity sem ter sido a primeira a entrar no ramo, o jeito é criar uma conexão emocional e, consequentemente, um diferencial de marca”, diz Karina em entrevista ao Mundo do Marketing.

Para a própria Gerente da marca Suvinil, Fernanda Dall’Orto, o mercado de atuação da empresa não deve ser considerado commodity pelo fato da diferenciação de produtos dos concorrentes. Mas, no final, o que se vende é tinta e por isso a marca investe em branded content. Prova disso são as dicas de Marcelo Rosenbaum – criativo do quadro Lar Doce Lar do programa Caldeirão do Huck – no site Suvinil e em revistas.

A Suvinil fornece as tintas para o quadro e esta é uma maneira que a empresa percebeu para divulgar a marca através de formadores de opinião. “No mercado de tintas tem muito formador de opinião. Pode ser o pintor, o arquiteto, o decorador e até o balconista e eles têm atuação mais forte que em outros segmentos de consumo”, conta Fernanda Dall’Orto ao site.

Enaltecendo os diferenciais

O relacionamento da Suvinil com profissionais é baseado no Clube Amigo Suvinil. Este programa oferece a troca de informações com profissionais para que eles saibam qual a melhor forma de aplicar a tinta. Esta foi uma ideia que surgiu da necessidade dos consumidores da empresa de entregar o serviço para um profissional mais bem preparado e evitar o desperdício de uma mão-de-obra ruim.

Além de melhorar o serviço prestado pelo pintor, a Suvinil também oferece cursos para o consumidor que pretende aplicar a tinta sem contratar um profissional. “Entendemos que consumidores de classes mais baixas fazem o serviço de pintura, enquanto os mais favorecidos preferem pagar por um pintor. Mas também existem os consumidores que fazem por hobby, para se distrair”, entende Fernanda.

A Suvinil é uma marca forte e isso é cada vez mais relevante num cenário em que o mercado está caminhando cada vez mais para que muitos produtos virem commodities. Apesar da oportunidade que este setor oferece para que empresas se diferenciem através de ações mais emocionais, poucas praticam esta estratégia e este é o grande desafio para elas. “Por mais que a gente fale de emoção, pouca gente faz isso ainda. Muitas empresas focam em características do produto e poucas estão explorando bem o potencial emocional. O mercado não está tão maduro a ponto de cada marca identificar seu diferencial”, acredita Karina Milaré.

Commodity como tema de painel

Alinhada ao mercado de moda e qualidade de vida, a Suvinil cria alternativas criativas para estar perto do seu consumidor. “A tinta é peça chave em uma decoração de ambiente e a cor tem um vínculo com a moda. Por isso, divulgamos um estudo de tendências de cor”, afirma Fernanda Dall’Orto, da Suvinil. De acordo com ela, a tinta sem cheiro da marca é uma forma de contribuir com o bem estar dos consumidores. “Com esse produto não é preciso dormir fora de casa no dia da pintura e isto diminui o transtorno”, aponta.

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